Resenha critica sobre o livro critica da razão pratica

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  • Publicado : 5 de novembro de 2011
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Introdução

Immanuel Kant é considerado como o último grande filósofo dos princípios da Era Moderna, sem duvida um dos pensadores mais influentes. É sabido também que Kant elaborou o denominado idealismo transcendental, o qual diz que todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra formaimpossíveis de determinar.
O conhecimento empírico, que tem a ver com as percepções dos sentidos, isto é, posteriores à experiência. E o conhecimento puro, aquele que não depende dos sentidos, anterior à experiência, ou seja, a priori, depende de uma afirmação universal que, para ser válida, não depende de nenhuma condição específica.
Com relação aos "juízos sintéticos" e "analíticos" a posteriores Kantnão coloca qualquer problema. Mas afirma que os pensamentos filosóficos correntes se utilizavam de juízos analíticos a priori, isto é, apenas andavam em círculos sobre algum conhecimento, reproduzindo-o com palavras diferentes, chegando a conclusões que em nada diferiam daquilo que já estava contido no primeiro pensamento, sem produzir, assim, qualquer novo conhecimento a respeito das questõessobre as quais eram formuladas. Porém o que chamou a atenção de Kant foi à possibilidade de juízos a priori na matemática e na física proporcionarem conhecimento novo, diferente dos sofismas redundantes filosóficos.
Assim, Kant percebeu que estas duas ciências eram capazes de elaborar "juízos sintéticos" a priori, por tratarem justamente das leis que regem o conhecimento, dispensando, assim,qualquer experiência para validar seus achados. A partir daí Kant se pergunta se é possível realizar também juízos sintéticos a priori na metafísica, que estava enfraquecida pela obscuridão dos idealistas e praticamente destruída pela perspicácia dos empiristas.

Revela esta analítica que a razão pura pode ser prática, isto é, pode determinar por si mesma a vontade, independentemente de todoelemento empírico; e demonstra-o na verdade mediante um fato, no qual a razão pura se manifesta em nós como realmente prática, ou seja, a autonomia, no princípio da moralidade, por meio do que determina a mesma a vontade do ato. - Por sua vez, a Analítica mostra que este fato está inseparavelmente ligado à consciência da liberdade da vontade, identificando-se, além disso, com ela. (ibid, p. 49).Kant principia sua reflexão crítica já na dissertação de 1770, mas, após 11 anos de silêncio bibliográfico, ele lança a Crítica da Razão Pura, contendo uma reflexão sobre a possibilidade de todo conhecimento, dando uma resposta aos empiristas, especialmente David Hume, e aos racionalistas alemães, Leibniz e Wolff.
Kant aceita a premissa humana de que todo conhecimento ocorre a partir da experiência,mas lembra que Hume esqueceu que o conhecimento, para existir, não precisa tão-somente da experiência.
Assim, Kant mostra ao longo de sua crítica quais são as condições para qualquer experiência possível, na estética transcendental, analisando quais são as condições a priori para que um dado fenômeno possa ser dado na intuição, chegando às condições de espaço, para as intuições externas, eespaço e tempo para as intuições internas.
Após a Estética, Kant prossegue para a análise da forma pela qual aquilo que é dado na experiência é organizado em relações que constituem conhecimento. Estas são as categorias do entendimento, determinadas pela razão pura e que, sendo preenchidas pela matéria proveniente da experiência podem formar um conhecimento.
Em seguida ele parte para a dialéticatranscendental, parte do livro na qual ele usa esse pensamento elaborado na analítica para mostrar erros de raciocínio impregnados no modo de pensar filosófico de então, principalmente na filosofia idealista alemã.

A Crítica da Razão é de Kant separa os domínios da ciência e da ação. O conhecimento se constrói a partir do fenômeno que alia a intuição sensível ao conceito do intelecto. Assim, são...
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