Resenha critica , saude coletiva - sujeito, subjetividade e praticas de saúde

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  • Publicado : 25 de março de 2013
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RESENHA CRÍTICA – SAÚDE COLETIVA








































RESENHA CRÍTICA – SAÚDE COLETIVA



















SUJEITO, SUBJETIVIDADE E PRATICAS DE SAÚDE


Perigo e subjetividade: o contexto da reflexão

A perspectiva de saúde para toda a população indistintamente, remete à necessidade de planejamento das ações dasua oferta pelos governos em demanda que possa atender a todos e quando não há uma cobertura universal há uma vulnerabilidade da população às doenças e geralmente instala-se no contexto social uma situação de crise e isso parece ser o momento que se vive hoje no Brasil.
É evidente que essa forma de se pensar a saúde parte do senso comum e de uma análise da população em relação a essarealidade e parece numa análise mais profunda sobre a temática que pode existir oportunidade de reflexão em relação a essa realidade porque em situação de crise pode-se vislumbrar oportunidades, pois, é necessário pensar na busca de soluções para se resolver os problemas. Desse ponto de vista parece ser um equívoco “vender” a idéia, por exemplo, de que o PSF é eficaz nas suas formas de atender a populaçãocom a oferte de saúde pública, resolvendo assim, os seus problemas, pois, se por um lado é perceptível a assistência da população, por outro lado, a oferta de saúde não alcança grande parte da população porque sob o ponto de vista econômico muita gente deixa de ser atendido porque não dispõe de recursos financeiros.
Há de se entender que a perspectiva de mudança de um quadro de crise nãoocorre de forma automática porque isso depende de ação e reação das pessoas responsáveis pelo setor. Neste sentido quando se fala em mudar as idéias em relação a um quadro de oferta de condições de saúde para a população que parece está equivocado parece ser um desafio ainda maio e deve vir no esteio de um pensamento voltada para a extensão democrática de saúde para todos, indistintamente. Noembalo das discussões a respeito de saúde para a população, os ideais teóricos devem ser debatidos porque embasam a prática e dentro desses elementos conceituais mais progressistas da atualidade está a noção de sujeito.
No contexto da discussão presente vamos assumir o sujeito como ser passível de agregar qualidades e exercer passiva ou ativamente determinada atividade e/ou ação em detrimento doconceito metafísico que pode envolver os seus significados. Nesse sentido quando se fala em saúde pública, aqui entendida como coletiva é necessário admitir a compreensão de que o sujeito da saúde não pode existir isoladamente, mas no seu aspecto coletivo agir visando, voluntariamente, trazer conquistas para si mesmo e para outrem. Essa visão coletiva de saúde admite o sujeito como objeto damesma em função da sua necessidade e, por outro lado, deve-se admitir o aspecto transformador com o indivíduo como “sujeito da sua própria saúde” se considerarmos que o mesmo é sujeito ativo das suas formas de vida.
O presente texto volta-se para a discussão das formas como se concebe o pensamento sanitário na atualidade, pois, a noção de sujeito da própria saúde parece não ser adotada porquehá uma perceptível mesmice nas ações de atendimento, desconsiderando o indivíduo e o seu histórico de saúde. Nesse sentido os aspectos de transformação das ações para o progresso da humanidade ficam sensivelmente prejudicados.
Cabe na nossa discussão a proposição uma revisão dos conceitos atualmente utilizados no pensamento sanitário brasileiro especialmente apontando a adoção dasubjetividade do indivíduo como o elemento mais importante do contexto da saúde coletiva. Nesse sentido, a interrelação entre os sujeitos parece ser uma saída considerável para fortalecer as identidades individuais e históricas dos indivíduos e grupos.
Parece ser ideal o pensamento de que a criação de condições para que o sucesso das nossas condições de saúde sejam ainda maiores do que da formas que...
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