Pluralismo

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Resenha: Pluralismo: dimensões teóricas e politicas
O seguinte texto é busca analisar o artigo publicado por Carlos Nelson Coutinho publicado em 1991 no Caderno ABESS. Ensino em Serviço Social: pluralismo e formação profissional, e tem como titulo “Pluralismo: dimensões teóricas e politicas”.
O Texto trata de expor e analisar o pluralismo de forma sucinta, levantando questões fundamentais,descrevendo teorias filosóficas para demostrar como foi construído esse conceito, que dá base para compreender e comparar as diferenças entre o mundo antigo e o mundo moderno em relação aos valores, costumes, conceitos e modo de vida da sociedade moderna. A princípio o texto define o Pluralismo com duas dimensões básicas: “Fenômeno Social e Politico” e como “Construção de Conhecimento”.
Segundo oautor a questão do pluralismo como fenômeno social e político se remete a construção do capitalismo, do mundo burguês, ou seja, é um fenômeno moderno. Dentro das explicações teóricas cita exemplos da concepção de pluralismo na sociedade moderna, ligada a uma visão individualista do homem, visão do pensamento liberal instituído pelo sistema capitalista na modernidade (característico da modernidade),busca referências em Locke, Hobbes e Maquiavel que valorizavam o indivíduo acima de tudo. Demarca elementos e valores importantes para concepção do pluralismo no liberalismo como, por exemplo, a ideia de positividade do conflito, a ideia da tolerância, a ideia da divisão dos poderes e a ideia do direito das minorias (algumas também relacionadas ao pensamento neoliberal, preocupado com o avanço daparticipação popular).
O homem moderno tem uma nova concepção do mundo em que vive, portanto utiliza o pluralismo como algo positivo, aceitando as diferenças, políticas, sociais, religiosas e etc.; no entanto tem uma visão individualista, diferente do mundo antigo que valorizava a coletividade, toda essa ideia é fruto do sistema capitalista que valoriza as diferenças, os interesses próprios,particularmente individuais de consumo, que sustenta as bases do capital. Podemos observar até mesmo na ideia da naturalização da pobreza dita como consequência para o desenvolvimento econômico.
[...] há progresso porque as pessoas são diferentes. Isso se manifesta na divisão de trabalho, na interação social, em diferenças que conduzem até a desigualdade, mas a diferença é vista como um fatorpositivo na ordem social e no progresso social. (Coutinho, pág. 6, 1991)

Valoriza o conflito, pois neste caso os indivíduos se afastam isto abre novas possibilidades favorecendo o desenvolvimento econômico, e apoia o individualismo porque enquanto individuo não tem poder de mudar a realidade.
Percebemos que todos esses valores serviram para a consolidação e expansão do capitalismo, e que tambémserviram para a expansão da individualidade humana, contribuindo para efetivação da democracia moderna. Que tem como base as ideias de Rousseau, a principio não individualista, pois colocava a vontade da comunidade acima da vontade do indivíduo, ou seja, o público acima do privado.
Rousseau chega a afirmar que não deveriam existir associações particulares dentro das comunidades e do Estado,condenando o pluralismo político, porém a soberania popular se efetivou através dos sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais construindo o socialismo da politica e uma forma efetiva de participação dos sujeitos coletivos. Afirmando desta forma que Rousseau errou em criticar a criação de associações e também em apoiar a multiplicidade delas, pois a expansão leva a um corporativismo que reforçaos interesses privados, reforçando o capitalismo. Enfim acaba por não contribuir para a vontade de todos, para uma ordem democrática, portanto conclui que sem a formação da vontade dos sujeitos coletivos, o pluralismo pode ser um obstáculo para a consolidação da democracia, que pode levar ao despotismo e a ditadura, neste caso o pluralismo dos sujeitos é negado, com a falta de democratização....
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