Os estudos de magda soares

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Magda Soares nasceu em Minas Gerais, é professora titular emérita(1998) da Faculdade de Educação da UFMG e pesquisadora do CEALE (Centro de alfabetização, Leitura e Escrita). Consultora: CNPq, CAPES, FAPEMIG, FAPESP, FACEPE, FAPEAL. É autora de vários livros, capítulos de livros e artigos sobre o ensino da língua escrita, é também autora de coleções didáticas para o ensino de Português, sendo amais recente: "Português- uma proposta para o letramento (8 volumes para o ensino fundamental, Editora Moderna)".
A autora no texto: "Letramento e alfabetização:as muitas facetas" busca distinguir a definição de alfabetização e letramento.Considera o letramento importante e realça a importância dos métodos no ensino da alfabetização.
Com a invenção do termo letramento deveria ocorrer areinvenção da alfabetização que não deveria limitar-se ao "ler e escrever" mecânico. Através da "reinvenção da alfabetização" para a evolução de uma nova concepção que deve estar relacionada com o letramento, surge a dúvida: ser alfabetizado é ser letrado?
Por volta dos anos 80, em alguns países europeus como França,Portugal e Inglaterra, nos Estados Unidos e no Brasil ocorreu ao mesmo tempo a invenção dotermo letramento. Inúmeros livros e artigos foram publicados a respeito do assunto. A Unesco ao final dos anos 70, propôs uma ampliação da interpretação conceitual das palavras literate (saber ler e escrever’ be literate) para functionally literate (alfabetização funcional) e sugeriu: "que as avaliações internacionais sobre o domínio de competência de leitura e escrita, fossem além do medir apenasa capacidade de saber ler e escrever", demonstrando uma certa "preocupação" com a atribuição de uma funcionalidade, um sentido, um significado ao ensino da leitura e da escrita.Apesar da preocupação dos países com relação às práticas sociais da leitura e da escrita terem ocorrido no mesmo período, as semelhanças restringem-se a este ponto, poiso Brasil se encontrava e ainda se encontra deficientecom relação a sua forma de alfabetização e boa parte da sua população ainda é analfabeta. O que não ocorre com os outros países europeus, que em sua maioria já dominam o sistema da escrita devido à passagem de seus integrantes pela escolarização básica.
Como enfatizar a preocupação com o letramento em um país como o Brasil, cujos indivíduos, quando conseguem ter acesso às escolas, não possuiescolarização básica? Como verificar de forma eficaz a quantidade de alfabetizados e letrados se ao menos possuímos um mapeamento preciso sobre a realidade da educação? Essas são questões que deveriam ser priorizadas e resolvidas antes de qualquer outra preocupação. Os países ditos "1º mundo" não se encontram envolvidos em um caos educacional como o nosso, os problemas que já foram resolvidos lá,ainda precisam ser aplicados aqui.
A autora explica que o conceito de alfabetização e letramento entre essas nações são diferentes. Nos países considerados "primeiro mundo" a preocupação com o letramento é mais evidente, pois, a desapropriação da habilidade de leitura e escrita para intervenções sociais e profissionais é o alvo de inquietação, o que não osimpedem de promover discussões e debatessobre o tema alfabetização. Nestes países alfabetização e letramento são tratadas de forma distinta: alfabetizar é a aquisição da leitura e da escrita e letramento é o desenvolvimento da linguagem e a compreensão da sua função social,o que não ocorre em países como o Brasil, cujos conceitos se misturam, se confundem, perdendo-se a individualidade, e em alguns casos atéo verdadeiro sentidoepistemológico.Os professores tentam utilizar técnicas sem ter real conhecimento delas, além de em sua maioria não se encontrarem devidamente preparados para relacionar o ensino dos métodos com as vivências sociais e culturais tornando conseqüentemente o ensino e o aprendizado vazio e desestimulante.
No Brasil, por volta dos anos 40, os Censos Demográficos consideravam alfabetizados os sujeitos que...
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