Os educandos e seus direitos

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Serviço Público Federal
Ministério da Educação
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Coordenação do Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo
Campus Tucuruí
Disc: Prática Educativa IV
Prof.ª Elisvânia
Diogo de Castro AlcântaraTucuruí – ParáJan.2013 |
ARROYO, Miguel Gonzáles. Indagações sobre currículo: educandos e educadores: seus direitos e o currículo.Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

Diogo de Castro Alcântara

Analisando o livro do autor Miguel Gonzáles Arroyo, tendo a intender e pode perceber que a discursão de currículos tem sido bem intensas é continua e vem adquirindo cada vez mais relevância. As discussões sobre a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos na escola tambémestão relacionadas ao currículo escolar. Diante disso, cabe destacar os avanços na legislação e nas políticas educacionais brasileiras que proporcionam novas perspectivas e desafios diante do aperfeiçoamento dos currículos.
O currículo de uma escola abrange desde os conteúdos, seus ordenamentos, seqüenciação, hierarquias e cargas horárias, que são o núcleo fundante e estruturante do cotidiano dasescolas, dos tempos, espaços, das relações entre educandos da diversificação que se estabelece entre os professores. (ARROYO, 2007, p.18)

Durante as últimas Indagações sobre currículo, o currículo tem sido central nos debates da academia, da teoria pedagógica, da formação docente e pedagógica, isso fica claro e é nesse contexto que a produção teórica e conceitual de Miguel González Arroyo passa acircular entre os que se inseriam no conjunto das lutas sociais.
Assim, Miguel Arroyo afirma que a educação constitui o pilar central das estratégias para promover valores. O conceito e os valores do desenvolvimento sustentável devem ser um componente da educação de qualidade.
Assim, Miguel Arroyo afirma, em uma proposição seminal de toda a sua produção teórica, que a questão não é qual amelhor escola para o povo, mas sim como reconhecer as dimensões educativas que se encontram na organização popular em torno de suas lutas, inclusive pelo direito à educação.
O autor afirma:

Quando se trata do direito à educação, o problema fundamental da sociedade brasileira não está na negação da escola. Isto é muito, e ao mesmo tempo é pouco. Como profissionais da educação não somos contra aescola nem poderíamos ser. Relativizamos a escola. Entendemos que o mais grave não é a inexistência de uma política que permita ao povo entrar na escola e aí permanecer. O mais grave é que não há uma política que favoreça a educação do povo através de suas lutas (Arroyo, 1989, p. 3).

Arroyo (1999, p. 138) aponta a divergência de concepções entre aqueles que são responsáveis pela elaboração daspolíticas educacionais, os pesquisadores e os professores que estão na escola, como outro ponto de tensão na realização de mudanças nas propostas curriculares.
Quando se formulam políticas, sobretudo curriculares e de qualificação de professores, deveríamos ter mais cuidado com suas consequências na inovação ou na manutenção das culturas políticas e pedagógicas. Padecemos de um conteudismosimplificador das funções sociais, culturais, socializadoras, formadoras enfim da educação básica. As políticas que abordam essa tradição, assim como os estudos e as análises sobre os conteúdos escolares, precisariam criticar melhor a tradição pedagógica e social que reduziu a função da escola básica ao aprendizado de saberes e competências funcionais. (ARROYO, 1999, p. 140).

Segundo Miguel GonzálesArroyo, autor do texto Educandos e Educadores: seus Direitos e o Currículo, para repensar o currículo é indispensável superar a visão dos educandos como mercadoria, como empregáveis, ou seja, rever a relação mecânica entre a escolarização e o mercado de trabalho. Por isso, torna-se “urgente recuperar o conhecimento como núcleo fundante do currículo e o direito ao conhecimento como ponto de partida...
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