Net-abuso

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  • Publicado : 11 de setembro de 2012
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A expressão net-abuso deriva do inglês (net-abuse) e é comumente utilizada para distinguir determinados tipos de comportamento humano observados na Internet. Neste artigo, faremos referência apenas aos net-abusos que ocorrem na Usenet, deixando de lado aqueles cometidos em chats, e-mails, etc.

Classicamente, os net-abusos são classificados em dois tipos, tomando por base suas conseqüênciasimediatas. Haveria, então:

o comportamento vil, apresentado por algumas pessoas, traduzindo-se em aborrecimentos vários aos demais usuários da rede, porém sem trazer grandes conseqüências ao sistema em si; e
aquele capaz de gerar um verdadeiro pânico ao interferir com a utilização da rede por um grande número de pessoas. Exemplos desse segundo tipo são: inundação de newsgroups, correntes oucampanhas organizadas para ludibriar pessoas, correntes organizadas de transferências de dinheiro, correntes destinadas a difundir determinado tipo de censura, etc. (FALK,J.D. em "The Net Abuse FAQ", http://www.cybernothing.org/faqs/net-abuse-faq.html).
Os net-abusos enquadrados como do tipo II, são objetos de estudo de grupos especiais da Usenet conhecidos como n.a.n-a (news.admin.net-abuse.*), quaissejam:

news.admin.net-abuse.bulletins
news.admin.net-abuse.email
news.admin.net-abuse.misc
news.admin.net-abuse.policy
news.admin.net-abuse.sightings
news.admin.net-abuse.usenet

Receberam esse status graças ainterferirem não apenas com usuários da rede mas também, e principalmente, com a administração do sistema e, em especial, com os servidores.

Deixando de lado o caráter imediatista, não há como distinguir, por este critério, net-abusos dos tipos I e II. Com efeito, net-abusos tipo I são muito mais freqüentes e, a longo prazo, haja vista a impunidade, estimulam os vilões a que subam um degrau naescala de valores. Como se vê, trata-se de uma classificação puramente operacional.

Conquanto não seja difícil caracterizar o net-abuso, alguns cuidados fazem-se necessários. Não podemos fixar nossa atenção apenas nas "conseqüências". Se é verdade que um "net-abuso" chega a nos aborrecer, não é menos verdade que nem tudo o que nos chateia, ao navegarmos pela Usenet, constitui um net-abuso.Poderíamos, numa tentativa de melhorar a conceituação, acrescentar a "intencionalidade do ato", ou seja, net-abuso "seria", por exemplo, o envio de uma "mensagem escrita com a intenção de nos chatear". Com isto excluímos aquelas mensagens, por demais óbvias, postadas pelos novatos em Usenet e que chegam a aborrecer alguns usuários pouco tolerantes. Não obstante, ao incluirmos a "intencionalidade",excluímos a "negligência", agora não mais do novato (que, no caso, seria inexperiência) mas, sim, daquele usuário antigo que "não está nem aí" com as conseqüências de seus atos, como que a dizer: "Que se danem os demais. Não faço isso com a intenção de prejudicar ninguém mas, se o fizer... os incomodados que se retirem". Percebam, então, que a negligência desempenha um papel importante na gênese denet-abusos, se não do tipo II, pelo menos do tipo I.

Até agora, abordamos apenas caracteres pouco objetivos: 1) "chateação" (efeito); 2) "intenção"; e 3) "negligência" (agentes causais). Ora, nem tudo o que me aborrece, aborrecerá também a todos os demais usuários. Por outro lado, podemos, às vezes, intencionalmente ou não, brincarmos com um determinado "net-amigo" ou, até mesmo, apontarmosseus erros em público e isso, certamente, deixá-lo-á chateado, mesmo que tenhamos seguido as regras da netiqueta; e é bem possível que ninguém mais se aborreça com isso.

Percebam que, sutilmente, introduzi um quarto fator: a "netiqueta". "Aparentemente" ganhamos em objetividade. "Poderíamos", então, dizer que "netiqueta" é um conjunto de regras a ditarem o correto comportamento a ser observado...
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