Multiculturalismo

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1.0. Multiculturalismo e educação

1.1. Em defesa da diversidade
Cultural

Resumo

O texto discute a temática do multiculturalismo como movimento
teórico e como prática social que contesta preconceitos e discriminações
a indivíduos e grupos culturais historicamente submetidos a processos de
rejeição ou silenciamento por sua condição de pertencimento identitário
distinto dos padrõesdefinidos como válidos e aceitáveis, seja no espaço
escolar ou no contexto social mais amplo. O argumento central é o
de que pensar e viver no mundo atual passa pelo reconhecimento da
pluralidade e diversidade de sujeitos e de culturas com base no respeito
e tolerância recíproca, concebendo as diferenças culturais não como
sinônimo de inferioridade ou desigualdade, mas equivalente a plural
ediverso. Desta feita, propõe-se situar o cenário histórico do mundo
atual, bem como o multiculturalismo e suas origens, seus significados
e concepções teóricas, como forma de evidenciar o sentido político cultural de se educar as atuais e as novas gerações a partir de uma visão multicultural crítica, que leve em conta, no processo formativo
dos sujeitos, a necessidade e importância de sereconhecer, valorizar
e acolher identidades plurais sem representar ameaças ou quaisquer
formas de naturalização do preconceito e desrespeito à vida humana,
independente de sexo, cor, gênero, credo, etnia, nacionalidade. Buscasse, com isso, superar mecanismos discriminatórios ou silenciadores da
Diversidade cultural, em nome de uma sociedade baseada na justiça
Social.

1.2. O CENÁRIO HISTÓRICOATUAL
GLOBALIZAÇÃO E NEOLIBERALISMO

Pensar sobre multiculturalismo e educação pressupõe
analisar concepções e experiências pedagógicas
baseadas nesse movimento teórico que se inicia em
meados do século XX nos Estados Unidos e que se difunde no mundo
ocidental como forma de enfrentamento dos conflitos gerados em
função das questões econômicas, políticas, e, mormente, étnico culturais, natentativa de combater discriminações e preconceitos,
haja vista as dificuldades de indivíduos e grupos de acolher e
conviver com a pluralidade e as diferenças culturais. Sobre isso
Valente (1999: 63) argumenta: “Aceitar as diferenças e enriquecer-se com elas continua a ser um problema que hoje ninguém sabe
resolver porque supõe o reconhecimento da alteridade (...)”.
Diante dessacircunstância, considera-se relevante situar a
realidade sócio histórica e cultural atual, marcada pelos processos
de reestruturação produtiva do sistema capitalista em escala
mundial, que resulta na chamada universalização do capital, bem
como marcada pelo crescimento dos intercâmbios culturais, que
evidenciam diferenças e acirram conflitos, despertando cada vez
mais os sujeitos e os gruposalvos de discriminação para lutar em
defesa das formas plurais e diversas de ser e de viver.
Economicamente, esse novo momento histórico é
representado pela chamada globalização econômica que, em
síntese, refere-se à internacionalização do capital, tendo por base a
produção, distribuição e consumo de bens e serviços, organizados
a partir de uma estratégia mundial e voltados para ummercado
mundial, visando atender, de forma padronizada, o gosto de
consumidores em todos os recantos do planeta. Salienta-se com
isso, o caráter opressivo da globalização em relação às identidades
culturais diversas, sobretudo quando se leva em conta que globalizar
pode significar homogeneizar, diluindo identidades e apagando as
marcas das culturas ditas inferiores (FLEURI, 2003).Politicamente, prevalece o ideário neoliberal centrado na
crítica ao papel do Estado na economia, que propõe a redução
drástica de sua intervenção socioeconômica para eliminar garantias
trabalhistas e revogar direitos sociais visando desmobilizar os
trabalhadores e suas conquistas históricas, e, ao mesmo tempo,
desmontar a máquina pública e reformar o Estado Benfeitor (Welfare
State) a fim...
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