Livro boniteza de um sonho moacir gadotti

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  • Publicado : 20 de junho de 2012
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Na semana dedicada aos professores e professoras, me vêem à mente o livro de Moacir Gadotti, “A boniteza de um sonho. Ensinar-e-aprender com sentido”, uma preciosidade sobre o ato de ensinar/aprender, recomendo que todas as pessoas que são educadores/as leiam esse pequeno livro (52 páginas).
O livro inicia afirmando que “a beleza existe em todo lugar. Depende do nosso olhar, da nossasensibilidade; depende da nossa consciência, do nosso trabalho e do nosso cuidado. A beleza existe porque o ser humano é capaz de sonhar” (GADDOTI, 2002, p. 3).
O livro “a boniteza de um sonho” foi inspirado na lição de boniteza e de alegria do ato de ensinar do mestre Paulo Freire.

Paulo Freire nos fala em sua Pedagogia da Autonomia da “boniteza de ser gente”, da boniteza de ser professor: “ensinare aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria” (GADOTTI, 2005, p. 3)

Moacir Gadotti lembra, ainda, de que Paulo Freire nos deixou a mensagem da beleza do sonho de ser professor de muitos jovens desse planeta. Apesar disso, é grande o desinteresse na carreira do magistério, já que a realidade é diferente do sonho, pois no Brasil, os/as professores/as sãodesvalorizados.

A realidade, contudo, é muitas vezes bem diferente do sonho. Muitos de meus alunos e alunas, seja na Pedagogia, seja na Licenciatura, não pensam em se dedicar às salas de aula. Muito revelam desinteresse em seguir a carreira do magistério, mesmo estando num curso de formação de professores. Pesam muito nessa decisão as condições concretas do exercício da profissão. Preparam-se para serprofessor e irão exercer outra profissão.
O brasileiro desvaloriza muito o professor. É o que se poderia deduzir de um dito que se tornou popular nas últimas décadas não Brasil: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina”. É sinistro. Essa destruição da imagem do professor custará muito caro, dizia já em 1989, o jornalista Leonardo Trevisan: “Todos dizem que gostam muito dos professores, mas não chegam aincomodar-se muito com o fato de que há tempos eles recebem um salário de fome. O salário é a parte mais visível de uma condição – da qual decorre um papel social que se descaracterizou por completo... Só quem não quer ver não percebe o sentimento de cansaço, de esgotamento de expectativas de quem encarava com dignidade o seu desempenho profissional”.

Portanto, é necessário fazer umatransformação da imagem que se tem do/a professor/a. Pela interpretação que faço da leitura deste livro de Gadotti é de que é preciso investir na boniteza do sonho de ser professor/a, mas também na valorização do profissional de educação. Não basta fazer peças publicitárias, o governo precisa ser mais incisivo, valorizando o profissional da educação, dando melhores condições de trabalho e melhor remuneração.Urge uma campanha de valorização do profissional com base nos respeito e na dignidade, na humanização do/a professor. Mais tarde, pretendo retomar essa argumentação.
O autor afirma que em muitas conferências que ele faz pelo país afora, para professores e professoras, “além de constatar um grande mal estar entre os docentes, misturado a decepções, irritação, impaciência, ceticismo, perplexidade,paradoxalmente, existe ainda muita esperança. A esperança ainda alimenta essa difícil profissão” (Idem, p. 6.). E ainda bem que ainda existe esperança por parte dos profissionais da educação, porque no momento em que os professores e professoras perderem a esperança, já não haverá mais sentido a existência da educação.
O autor vai construindo uma leque de reflexões sobre o sentido da profissão,diante do avanço tecnológico, com os “novos espaços de conhecimentos”, “ciberespaços de formação”, e “da aprendizagem à distância” tendo conseqüência para a escola e para o professor.

Nesse contexto, o professor é muito mais um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito do sua própria formação. O aluno precisa construir e reconstruir conhecimento a partir do que faz. Para isso...
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