Lingua e liberdade

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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LÍNGUA E LIBERDADE

Até que ponto a capacidade de expressão é importante para a definição da cidadania? Pode alguém que não sabe se expressar ter liberdade? Como se garante àscrianças o desenvolvimento dessa habilidade tão significativa na conquista da igualdade de direitos?

Com certeza, a liberdade só é efetiva, se for exercida na sua plenitude, quando se detêm,completamente, as habilidades da audição e da fala, e também as de leitura e escrita, o que, sem dúvida, faz aumentar a responsabilidade da educação formal, e, por extensão, a doprofessor de língua portuguesa.

Na verdade, considerando como idioma aquele que se adquire normalmente na família e nas ruas, pode-se dizer que, em geral, pessoas sem deficiências sãocapazes de se comunicar, daí terem acesso à liberdade de pensamentos e de ideias. Entretanto, o indivíduo que não teve acesso ao aprendizado da modalidade culta da língua sempre terá suacapacidade reduzida e, um dia, verá que essa dificuldade de ler e escrever acaba por torná-lo um cidadão de segunda classe.

Por isso mesmo, é que o bom professor não pode se furtar aensinar a seus alunos, na escola, aquela modalidade linguística mais formal, usada normalmente nos textos escritos técnicos e acadêmicos, É o aprendizado desse português diferente quepermitirá àqueles que não nasceram em úteros privilegiados a ascensão intelectual que lhes concederá o acesso à verdadeira cidadania.

Assim, não se deve valorizar muito a cansativa discussãointelectual entre gramáticos e linguistas sobre o que se deve ensinar, a qual só afasta a escola dos seus reais objetivos, a velha polêmica sobre o que, dentro de um texto, é certo ouerrado. O que cabe mesmo ao professor de língua portuguesa é permitir a seus alunos o acesso à modalidade de língua que ele não conhece, ou seja, o registro formal, a modalidade culta.
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