Interesses, conflitos e poder

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  • Publicado : 16 de novembro de 2012
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INTRODUÇÃO

No passado houve grandes passeatas para que nós brasileiros conseguíssemos passar para o sistema “democrático” em todos os sentidos e isto até então é considerado como um orgulho, pois por estarmos em um país democrático temos o direito de expressar nossas idéias. Bem, deveria ser assim, pois atualmente nas empresas o cidadão tem que deixar de lado todos os seus direitos para assumiros deveres como empregado, onde muitas vezes é obrigado a se submeter às ordens absolutas de seu superior, durante oito horas por dia e cinco ou seis dias por semana e caso o empregado não esteja disposto a aceitar as condições ele deve se retirar do grupo por bem ou por mal.


AS ORGANIZAÇÕES VISTAS COMO SISTEMAS POLÍTICOS


Os administradores falam sobre autoridade, poder e relaçãosuperior-subordinado. Não é preciso muita imaginação para reconhecer isto como aspectos políticos que envolvem as atividades daqueles que fazem as regras e aqueles que as seguem. Caso se desenvolva esta idéia, fica claro que se podem compreender as organizações como sistemas de governo com os princípios políticos empregados.


AS ORGANIZAÇÕES COMO SISTEMAS DE GOVERNO


Muitas organizações são regidas porgerentes autoritários que manipulam habilmente, considerável poder como resultado das suas características pessoais, laços de família ou habilidade sedimentar a influência e o prestígio dentro das organizações. Exemplos óbvios são dados por empresas dirigidas pelo próprio dono, onde o princípio “Este é meu negócio e vou dirigi-lo como quiser” mantém-se dominante; o negócio da família é entãogovernado com “mãos de ferro” que respeitam o interesse da família e a tradição acima de tudo, como exemplo alguns sindicatos e até mesmo organizações beneficentes ou clubes dominados por oligarquias autoperpetuadoras. Muitas pessoas mantêm a crença de que existe separação entre a organização empresarial e a política e que a mesma deve ser mantida. Portanto quando alguém propõe a idéia de que ostrabalhadores deveriam Ter assento nos conselhos de direção ou que existia sentido no controle da industria pelo empregado, aquela pessoa é freqüentemente vista como tomando uma posição política não desejada. Todavia, a discussão anterior mostra que essa interpretação não está bastante correta.

O sistema co-gestão industrial, desenvolvido na Alemanha Ocidental e em outros países europeus desde o fim daSegunda Guerra Mundial, reconhece explicitamente as reivindicações antagônicas a fim de legitimar a regra que será aceita tanto pelos donos do capital, de um lado, como pelos empregados de outro. Sob esse sistema, donos e empregados determinam em conjunto o futuro de suas organizações, compartilhando o poder e a tomada de decisões. Muitos defensores dos direitos dos trabalhadores tem assimsugerido que os interesses do empregado podem ser mais bem protegidos através de associações, tais como sindicatos ou grupos profissionais que adotam um papel de oposição, a fim de definir as políticas de uma organização sem estarem ligados a ela.


ORGANIZAÇÕES VISTAS COMO SISTEMAS DE ATIVIDADE POLÍTICA


Para conseguir compreender a dinâmica política do dia-a-dia da organização, é também necessárioexplorar o processo detalhado do qual as pessoas se engajam na política. Para esse propósito, é útil voltar a idéia de Aristóteles segundo a qual a política nasce de uma diversidade de interesses, e buscar com essa diversidade dá origem a manobras diversas, à negociação e a outros processos, construindo uma influência mútua que tanto condiciona a vida organizacional.




INTERESSES, CONFLITOS EPODER



ANÁLISE DE INTERESSES


Ao se falar a respeito de “interesses”, fala-se sobre um conjunto complexo de predisposições que envolvem objetivos, valores, desejos, expectativas e outras orientações e indicações que levam a pessoa a agir em uma e não em outra direção. No quotidiano tende-se a refletir sobre os interesses de modo espacial, ou seja, enquanto áreas de importância que se deseja...
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