Indicadores de sustentabilidade

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  • Publicado : 7 de dezembro de 2012
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O que são indicadores de sustentabilidade para uma unidade de proteção integral e uma unidade de uso sustentável diante de minha formação profissional?

É cada vez mais comum ouvirmos falar em Unidades de Conservação, que devemos preservar as nossas áreas verdes e a importância de se realizar um desenvolvimento sustentável. Tais expressões e discursos são utilizados frequentemente nos últimos10 anos, depois do “bum” do “marketing verde”, mas elas já existem há décadas.

Conforme dados do IBAMA (1989), a primeira UC do Brasil foi criada em 1896, o Parque Estadual da Cidade de São Paulo. Os primeiros Parques Nacionais foram inspirados na experiência norte-americana, conceituados a partir da idéia de criação de Monumentos Naturais ou de Territórios, que por sua unicidade tivessem valorcientifico e estético. O primeiro foi o Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu, em 1939.

É importante lembrar que as UCs, com a Lei 9.985/2000, foram divididas em dois grupos: As unidades de proteção integral e as unidades de uso sustentável, cada um com objetivos específicos legalmente definidos. No entanto o que se percebe é o desconhecimento dapopulação sobre o que é uma Unidade de Conservação e qual o seu papel. Sem entender esses conceitos básicos a população não pode conhecer a realidade dessas UCs, e portanto, não contribuirão para a conservação das mesmas.

O papel do jornalismo ambiental
O comunicador, principalmente o jornalista, tem um importante papel neste aspecto, uma vez que ele desempenha a função de formador de opinião.Diferentes autores da comunicação explicam o papel deste como formador de opinião na sociedade e sua influência para ditar não só moda, como formas de pensar, idéias, entre outros. É por isso que se exige, pelo menos na teoria, ética e responsabilidade por parte destes profissionais que trabalham com comunicação.

É a responsabilidade de caráter social da comunicação. Social, porque mostra apreocupação com o que está a sua volta e as implicações disso no mundo todo; por apresentar os problemas e apontar possíveis soluções, por meio de pessoas capacitadas; porque informa, trabalhando com conteúdo de qualidade, que dará “base sólida” para aqueles que acompanham a notícia.

Essa responsabilidade se justifica em distintos meios de comunicação, como afirma Noam Chomsky, para quem “a mídiaadquiriu o poder de fabricar consenso, transformando-se em uma potencial ameaça à democracia”, sendo ao mesmo tempo, “reflexo e coluna de sustentação do poder exercido por um determinado grupo mais forte, “para quem as massas não têm a capacidade de julgar àquilo que é melhor para a sociedade como um todo. (CHOMSKY, 1988 apud ARBEX, 2005, p. 61)

Esse deslumbramento quase que “cego” que osmeios de comunicação, principalmente os de massa, exercem nas pessoas, segundo Arbex (2005), se revela, no homem moderno que recebe muitas informações, cada vez mais poderosas e abrangentes e fica entregue à sua própria solidão em meio à multidão, restringindo o acaso, em uma tentativa sem sucessos de preservar o controle de suas próprias emoções.

Com base no exposto, percebe-se que a comunicaçãopor meio de seus diferentes meios tem funções de provocar influências e quando o tema tratado é meio ambiente se exige ainda mais deste profissional.

Bueno (2007, p. 33 e 34) lembra que tanto a comunicação ambiental, como o jornalismo ambiental se preocupam por um número grande de pautas e questões a serem discutidas, que vão desde a proteção da fauna e flora, até as condições de produção dealimentos. Esses campos múltiplos, que englobam diferentes saberes e competências, não podem distanciar o “comunicador e o jornalista ambientais de uma visão dita, sistêmica, ou seja, eles precisam ter presente que as pessoas e a natureza, o meio físico e o biológico, a cultura e a sociedade estão umbilicalmente conectados”. (BUENO, 2007, p. 33 e 34).

Isso exige do profissional ambiental...
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