Evolucionismo e criacionismo

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O CARÁTER CIENTÍFICO DA DOUTRINA DA EVOLUÇÃO

Willem J. Ouweneel 
Pesquisador Associado em Genética Experimental em Utrecht, Holanda,
com Ph.D. na Faculdade de Matemática e Ciências Naturais. |
| ResumoTorna-se cada vez mais evidente que a evolução não é sequer uma boa teoria científica. Por exemplo, os evolucionistas afirmam que a vida surgiu naturalmente a partir de matéria inerte, mesmosem existirem evidências a favor da geração espontânea. A explicação criacionista nesse particular é mais simples e também mais adequada.O evolucionismo não se apresenta nem como uma teoria, nem como uma hipótese, mas como um dogma ou doutrina. Ele não se enquadra corretamente na “ciência natural”, mas sim no domínio da filosofia, por ser um postulado materialista.  |
Com o exame de seisrequisitos, conclui-se que a teoria da evolução falha naquilo que se deve exigir de qualquer postulado ou concepção “científica”. Finalmente, embora nem o criacionismo nem o evolucionismo sejam estritamente um conceito “científico”, deve ser preferido o criacionismo devido a ser ele mais consistente com o nosso conhecimento, e ser ao mesmo tempo baseado na Palavra de Deus. |
As origens e os fatoscientíficosNo século passado, quando os pontos de vista de Darwin conquistavam o mundo científico, eles indubitavelmente tiveram o mérito de dar origem a pesquisas extensivas quanto à variabilidade dos organismos vivos, e quanto a evidências concretas relativas às variações.

Deve ser lamentado, entretanto, que muitos biologistas se tornaram tão entusiasmados pela teoria que foram muito além dosfatos concretos. Eles ligaram estes fatos com uma filosofia materialista, indo muito além do horizonte puramente científico. Dessa maneira, os pontos de vista evolucionistas cresceram para se tornar uma doutrina todo abrangente.Mas estaríamos completamente errados se chamássemos tal doutrina de teoria científica. Qualquer teoria “científica” deve ser baseada em fatos científicos, e não emespeculação. É dificilmente acreditável que, por exemplo, Grassé (1) pudesse escrever: “Os biologistas estão profundamente convencidos de que a evolução é um fato inquestionável”.A evolução, no senso lato, (isto é, descendência de todos os organismos vivos a partir de ancestrais comuns, e estes do mundo inorgânico) não é nem um fato estabelecido completamente, nem mesmo uma conjectura baseada em fatos. É umaconjectura baseada em pontos de vista filosóficos materialistas, opostos aos anteriores pontos de vista criacionistas, mas por si mesmos não mais “científicos” do que eles.Todo autor de livro-texto que tenta provar a doutrina da evolução apresenta um grande número de fatos, todos eles relativos a variações (isto é, mudanças dentro das “espécies” bíblicas), mas nunca provando a transformabilidade da“espécie”. Esses fatos reais relativos a variações são aceitos de coração pelo criacionista que, entretanto, se reserva a si mesmo o direito de não extrapolar esses fatos de maneira evolucionista, mas de interpretá-los de maneira bíblica.É muito compreensível que para muitos cientistas o ponto de vista materialista da evolução possa parecer muito mais lógico e aceitável. Um cientista pode relutarem introduzir um “deus ex machina” no seu campo científico, mas esse fato essencialmente nada tem a ver com ser ou não correto esse ponto de vista. A “verdade” jaz além do horizonte das ciências naturais, num nível teológicos e torna-se conhecida somente pela revelação, e não pela investigação.É portanto incorreto acusar de serem “não científicos” aqueles que acreditam que a criação explica estesfatos científicos. Da mesma maneira poder-se-ia dizer que são “não científicos” aqueles que aceitam fatos científicos mas que também acreditam na evolução, a qual por sua vez, não é um fato científico. O evolucionismo compreende tanto a explicação de certos fenômenos (processos repetitivos), como a descrição de processos históricos (não repetitivos, mas documentados). Ambos esses elementos...
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