Estudo de caso

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UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC
ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA
CURSO DE NUTRIÇÃO












ESTUDO DE CASO
INSUFICIENCIA CARDIACA DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL








Trabalho apresentado a Disciplina de Estágio Clínica do curso de Nutrição da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.Prof. (ª): Marília Costa de Araújo













CRICIÚMA, ABRIL DE 2009.
1 INTRODUÇÃO




A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica caracterizada por alterações cardíacas funcionais e ou estruturais com conseguente desequilíbrio entre a oferta de sangue e as necessidades metabólicas do organismo. A disfunção ventricular sistólica caracteriza-sepela diminuição e ou dilatação do miocárdio, acompanhada de hipertrofia e ou dilatação ventricular “compensatórios”, fenômenos conhecidos como remodelamento ventricular (FILHO; JÚNIOR, 2007).
A IC é o maior problema cardiovascular da atualidade, cujas incidências e prevalências vêm aumentando, calcula-se 240 mil novos casos ao ano, estimando-se que há cerca de dois milhões de pacientes comIC em todo o mundo ( KNOBEL, 2005).
A IC pode ser classificada de algumas formas, na qual visa à estratificação da doença, na qual contribui para o direcionamento e monitoração da eficácia do tratamento, classificando-se em: Insuficiência Cardíaca Congestiva, Insuficiência Cardíaca Sistólica, Insuficiência Cardíaca Diatólica e Insuficiência Cardíaca Direita (FILHO; JÚNIOR, 2007).
ODiabetes mellitus é uma doença caracterizada por altas concentrações de glicose sangüínea resultantes de defeitos na secreção de insulina, ação da insulina ou ambos. Ocorre anormalidades no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras. O organismo do diabético não responde ou não produz a insulina. Insulina é um hormônio produzido pelas células beta no pâncreas, necessários para o uso ouarmazenamento de combustíveis corporais. Sem insulina eficiente, ocorre hiperglicemia, que é glicose sangüínea elevada, a qual pode levar às complicações ao diabetes mellitus (MAHAN; ESCOTT-STUMP, 2007).
Sendo caracterizada como uma doença crônica extremante presente no mundo, ela está associada ao aumento da mortalidade e ao alto risco de desenvolvimento de complicações micro emacro-vasculares, como também de neuropatias. O diabetes pode resultar, em casos mais graves, em cegueira, insuficiência renal e amputações de membros, sendo a mesma responsável por gastos excessivos em saúde e substancial redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida (BATISTA et al., 2005; CAVALCANTI et al., 2006).
Atualmente, aproximadamente 171 milhões de indivíduos são acometidos emtodo o mundo pela doença, e com projeção de alcançar 366 milhões de pessoas no ano de 2030. Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que, em todo o globo, 987.000 mortes no ano de 2002 ocorreram pela doença, representando 1,7% da mortalidade geral (CAVALCANTI et al, 2006).
A Hipertensão Arterial defini-se como uma entidade clínica multifatorial, na qual ocorre a presença deníveis tensionais elevados associados a alterações metabólicas, hormonais e fenômenos tróficos. É considerado normal para indivíduos maiores de 18 anos uma pressão arterial sistólica inferior a 120 e uma pressão arterial diastólica inferior a 80 mmHg. O risco para doenças cardiovasculares se inicia a partir de níveis de pressão arterial de 115/75 e se dobra a cada aumento de 20/10 mmHg (SABRY; SOUZA,2007).
A Hipertensão pode explicar 40% das mortes por AVC e 25% das mortes por caronariopatia. A prevalência da HAS na população adulta é descrita entre 15 e 20%, porém avaliando populações urbanas, inquéritos brasileiros têm mostrado uma variação de 22,3 a 44% de incidência. Em criança estima-se em 5% na sua prevalência (SANTOS; VÉRAS, 2007)
A obesidade, o diabetes mellitus e a...
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