Estudo de caso

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FACULDADE DE AMPÉRE - FAMPER
SERVIÇO SOCIAL / 6º PERÍODO

ESTUDO DE CASO

Trabalho apresentado como avaliação parcial interdisciplinar do curso de graduação em Serviço Social.

Acadêmicas:
Fernanda Franz SS008-1/20092861;
Monica Souza SS008-1/20092835.

AMPÉRE – PR
SETEMBRO/2011
Situação problema - Caso 07

O filho de Dona Janete está com 41 anos e mora com a mãe.Ele bebe muito, apesar de ser esporadicamente e chega em casa gritando com a mãe. Vai para rua e chama a atenção de todos os vizinhos, sendo que na última vez quebrou alguns móveis e os jogou para fora da casa. A mãe se nega a levá-lo a um tratamento, pois diz que ele não quer.

“Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e ampararos pais na velhice, carência ou enfermidade.” (Art. 229, Constituição Federal, 1988
No estudo do nosso caso, sentimos dificuldade no que diz respeito ao fornecimento dos dados sobre os mais variados âmbitos, abrangendo desde o estado social desses indivíduos até o lado emocional das partes que trabalharemos. Por orientação de uma profissional atuante na área, resolvemos mostrar quais asprovidências que tomaríamos, mesmo enfrentando essas dificuldades, visto que a mesma nos informou que casos assim costumam ser comuns no dia-a-dia de atuação, e que muitas vezes o assistente social acaba por tomar uma decisão efetiva a partir da verificação e aprofundamento desses dados.
Partindo disso, vimos à necessidade de realizar uma visita domiciliar para conhecer a realidade dos envolvidos no casoque nos foi encaminhado como um problema social. É necessário conhecer o contexto em que os mesmos estão inseridos, bem como os fatores econômicos, habitacionais, e de relacionamento familiar e com a comunidade em geral, para entendermos o porquê da agressão e das atitudes de Jorge, filho de dona Janete. Fundamenta-se essa atuação, destacando que a partir da Norma Operacional Básica (NOB/SUAS) emcumprimento a resolução nº 27, de 24 de fevereiro de 2005
A Assistência Social dá primazia à atenção às famílias e seus membros, a partir de seu território de vivência, com prioridade aqueles que com registros de fragilidades, vulnerabilidades e presença de vitimizações entre os seus membros. (Legislação Social, 2006, p.480)

Podemos verificar com isso que o mesmo já possui certa idade, 41 anose a mãe trata-se de uma pessoa idosa, a qual é aposentada e não se encontra mais em boa situação de saúde. Conversamos com Jorge questionando se teria um emprego fixo e como ele ajudava a mãe nas necessidades, tanto físicas, devido a sua idade e saúde, como nas tarefas que se desempenha em casa, por mais simples que elas sejam.
Respondeu-nos, com certo receio, que não têm emprego fixo, apenasfaz “bicos” e que não mantém vínculos afetivos diretos com a parte materna, mesmo vivendo sobre o mesmo teto. Informou-nos que antes de morar com a mãe, tinha um relacionamento com uma mulher, o qual acabou por várias questões não dando certo, tendo assim, que retornar para casa.
Sua mãe quando entrevistada mostrou que apesar da idade, enfrentava situações inimagináveis de repressão e vergonha,quando se tratava do seu relacionamento com o filho. Culpa a situação do mesmo ter se envolvido com outra pessoa, para explicar o que vem vivenciando, no que diz respeito ao vício no alcoolismo que o mesmo adquiriu. Ele, no entanto, não admite nenhuma dessas situações.
Ela não se queixa a ninguém sobre as situações vivenciadas, mas os vizinhos, vendo as dificuldades que a mesma enfrenta tendo umfilho que bebe e faz escândalos, resolveram denunciá-lo, para que órgãos responsáveis como o da saúde e da assistência social, tomassem providências, no que tange a garantia dos direitos de Dona Janete. Entende-se que qualquer pessoa, assim como os vizinhos, ao vivenciar essa situação, deve fazer o mesmo, pois, conforme diz a Lei do Estatuto do Idoso Nº 8.842, de 04 de Janeiro de 1994, Art.10, §...
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