O mercador de veneza

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O MERCADOR DE VENEZA
(The Merchant of Venice)

WILLIAM SHAKESPEARE

—Ridendo Castigat Mores—

 
O Mercador de Veneza
William Shakespeare

Edi��o
Ridendo Castigat Mores

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Fonte Digital
www.jahr.org
“Todas as obras s�o de acesso gratuito. Estudei sempre por conta do Estado, ou melhor, da Sociedade que paga impostos; tenho aobriga��o de retribuir ao menos uma gota do que ela me proporcionou.”
N�lson Jahr Garcia (1947-2002)

 
O MERCADOR DE VENEZA
(The Merchant of Venice)
William Shakespeare

 
�NDICE
 
ATO I
Cena I
Cena II
Cena III

ATO II
Cena I
Cena II
Cena III
Cena IV
Cena V
Cena VI
Cena VII
Cena VIII
Cena IX

ATO III
Cena I
Cena II
Cena III
Cena IV
Cena V

ATO IV
Cena I
Cena IIATO V
Cena I

 
Personagens
 
O DOGE DE VENEZA.
O PR�NCIPE DE MARROCOS, pretendente de P�rcia.
O PR�NCIPE DE ARAG�O, pretendente de P�rcia.
ANT�NIO, um mercador de Veneza.
BASS�NIO, seu amigo.
GRACIANO, amigo de Ant�nio e de Bass�nio.
SAL�NIO, amigo de Ant�nio e de Bass�nio.
SALARINO, amigo de Ant�nio e de Bass�nio.
LOUREN�O, apaixonado de Jessica.
SHYLOCK, um judeu rico.
TUBAL, umjudeu, seu amigo.
LANCELOTO GOBBO, criado de Shylock.
O VELHO GOBBO, pai de Lanceloto.
LEONARDO, criado de Bass�nio.
BALTASAR, criado de P�rcia.
EST�FANO, criado de P�rcia.
P�RCIA, rica herdeira.
NERISSA, sua dama de companhia.
JESSICA, filha de Shylock.
Senadores de Veneza, oficiais da Corte de Justi�a, um carcereiro, criados de P�rcia e outros servidores.

 
ATO I
Cena I
 
Veneza.Uma rua. Entram Ant�nio. Salarino e Sal�nio.
 
ANT�NIO — N�o sei, realmente, porque estou t�o triste. Isso me enfara; e a v�s tamb�m, dissestes. Mas como come�ou essa tristeza, de que modo a adquiri, como me veio, onde nasceu, de que mat�ria � feita, ainda estou por saber. E de tal modo obtuso ela me deixa, que mui dificilmente me conhe�o.
SALARINO — Vosso esp�rito voga em pleno oceano, ondevossos gale�es de altivas velas — como burgueses ricos e senhores das ondas, ou qual vista aparatosa distendida no mar — olham por cima da multid�o de humildes traficantes que os sa�dam, modestos, inclinando-se, quando perpassam com tecidas asas.
SAL�NIO — Podeis crer-me, senhor: caso eu tivesse tanta carga no mar, a maior parte de minhas afei��es navegaria com minhas esperan�as. A toda horafolhinhas arrancara de erva, para ver de onde sopra o vento; debru�ado nos mapas, sempre, procurara portos, embarcadoiros, rotas, sendo certo que me deixara louco tudo quanto me fizesse apreensivo pela sorte do meu carregamento.
SALARINO — Meu h�lito, que a sopa deixa fria, produzir-me-ia febre, ao pensamento dos desastres que um vento muito forte pode causar no mar. N�o poderia ver correr aampulheta, sem que � id�ia me viessem logo bancos e mais bancos de areia e mil baixios, inclinado vendo o meu rico “Andr�” numa coroa, mais fundo o topo do que os pr�prios flancos, para beijar a tumba; n�o iria � igreja sem que a vista do edif�cio majestoso de pedra me fizesse logo lembrado de agu�adas rochas, que, a um simples toque no meu gentil barco, dispersariam pelas ondas bravas suas especiarias,revestindo com minhas sedas as selvagens ondas. Em resumo: at� h� pouco t�o valioso tudo isso; agora, sem valia alguma. Pensamento terei para sobre essa conjuntura pensar, e h� de faltar-me pensamento no que respeita � id�ia de que tal coisa me faria triste? Mas n�o precisareis dizer-me nada: sei que Ant�nio est� triste s� de tanto pensar em suas cargas.
ANT�NIO — Podeis crer-me, n�o � assim. Sougrato � minha sorte; mas n�o confio nunca os meus haveres a um s� lugar e a um barco, simplesmente nem depende o que tenho dos azares do corrente ano, apenas. N�o me deixam triste, por conseguinte, as minhas cargas.
SALARINO — Ent�o estais amando.
ANT�NIO — Ora! Que id�ia!
SALARINO — N�o � paix�o, tamb�m? Ent�o digamos que triste estais por n�o estardes ledo, e que saltar e rir vos fora f�cil...
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