Era digital do cinema

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  • Publicado : 15 de setembro de 2012
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Trabalho de video


Se partimos da premissa que existe, em algum lugar dentro de nós, que é uma instância produtora de imagens, como diz Arlindo Machado "uma espécie de cinematógrafo interior", a partir do qual nossa imaginação toma forma. Entenderemos porque desde nossa tenra infância podemos "ver" as histórias contadas por nossos pais. Poderemos entender porque através de uma memóriaolfativa, ou seja quando sentimos um cheiro de algum lugar somo imediatamente ele transportados em uma viagem mental para tal lugar de forma que por alguns segundo sentimos que estamos lá. Assim basta que eu fechemos os olhos por um momento e imediatamente possamos fazer projetar um “filme” no interior de minhas pálpebras. Incrível a capacidade de montagem de cortes e planos que nosso inconscientepossui.
A dimensão imaginária inaugura a subjetividade humana, sendo nossas relações com os semelhantes moldados pela repetição de uma imagem" (Lucia Santaella)
Tão forte é esse poder imagético do ser humano que se eu pedir ao leitor desse texto que não imagine um elefante cor de rosa , imediatamente ele já terá imaginado. Mas cada um imaginará o seu elefante cor de rosa serão uma infinidade de tipose modelos de elefantes rosa. É a visão subjetiva de cada um.
Todavia essa "máquina" de fazer imagens que está no interior do ser humano é individual e só ele pode ver. Diferentemente do nosso aparelho fonador que expressa nossa palavra falada a imaginação noa possui um projetor de imagens Humanas.
Assim as imagens por nós imaginadas os filmes montados em nossa mente depende de um aparatotécnico para serem "exibidos" aos demais. A isso o autor dá o nome de "mediação técnica", que é sempre um artifício para simular alguma coisa a que nunca podemos ter acesso direto.

Assim conceitua Arlindo Machado: “Imagem técnica” é toda representação plástica enunciada por ou através de algum tipo de dispositivo técnico.
Nesse ponto o autor levanta a questão: "Existirá alguma imagem, exeto aquelasque forjamos dentro de nós mesmos, que não decorra da intervenção de um dispositivo técnico?
Desde um artesanato a uma obra como de michelangelo temos que admitir que em cada qual lhe foi aplicada uma técnica específica de graus diferenciados que resultou nesse ou naquele resultado. Ainda o mais desletrado artista em sua mais singela arte desenvolve para si próprio uma técinca responsável emtransformar seu pensamento imaterial em material.
Surge aqui a questão know-how.(savoir-faire ou conhecimento processual é conhecimento de como executar alguma tarefa. O know-how é diferente de outros tipos do conhecimento tais como o conhecimento proposicional que pode diretamente ser aplicado a uma tarefa. Sendo assim um método novo de organização e metas.)

O termo “arte” em grego era "téchne."isso significa que, desde as origens, a técnica já implicava a criação artística, ou que, em outros termos, havia já uma dimensão estética implícita na técnica.
Com esse pensamento fica fácil ligar a pintura ao imaginário, mas devemos ter em mente que essa subjetividade está presente também nos outros paradigmas, em outras formas de manifestações artísticas pois ela é própria do ser humano e nãoda arte.
Não devemos perder de vista que toda a arte é criada por um ser humano. Ela não existe sem ele. Embora ela seja eterna e ele não.
As imagens técnicas stricto sensu começam a aparecer pela primeira vez no Renascimento italiano, quando os artífices da matéria plástica se põem a construir dispositivos técnicos destinados a dar “objetividade” e “coerência” ao trabalho de produção deimagens. Nesse momento histórico os artista começam a rejeitar suas "imagens interiores e buscar no estudo técnico a excelência para sua arte.
Com esse pensamento no decorrer da história os artistas cada um em sua arte foi estudando e testando técnicas para se aprimorar como por exemplo: tavoletta, perspectiva artificialis ,câmera obscura, as objetivas (inventadas por Daniele Barbaro, que...
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