Economia internacional

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3. TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL
Introdução
Desde as Grandes Navegações (séculos XV e XVI) várias teorias tentam explicar as razões do comércio internacional. Neste tópico, as principais delas serão estudadas, através de seus postulados teóricos e estudos de caso.
1 - Mercantilismo
O Mercantilismo (entre os séculos XVI e XVIII), baseado no monopólio, no metalismo e no protecionismo, via ocomércio internacional como uma soma de resultado zero.
Hoje em dia parece existir um surgimento do neomercantilismo, à medida que as nações afetadas por lento crescimento e elevados níveis de desemprego buscam restringir importações, como um esforço voltado para estimular a produção doméstica e o emprego interno.
Estudo de Caso – O Abaixo-assinado dos Fabricantes de Velas

Elaborado porFrédéric Bastiat (1801-1851) desmoralizou os proponentes do protecionismo ao estender os argumentos protecionistas, de maneira satírica, até conclusões lógicas e absurdas.
Estamos sofrendo uma concorrência intolerável por parte de um rival estrangeiro posicionado, poderia parecer, em uma condição tão superior em relação à nossa, no que diz respeito à produção de luz, que ele inundaincondicionalmente nosso mercado nacional com um preço fabulosamente reduzido. No momento em que ele se apresenta, o nosso comércio nos abandona — e todos os nossos consumidores se voltam para ele; e uma parte da indústria nativa, apresentando inúmeras ramificações, passa a ficar, toda ela, completamente estagnada. Esse rival... não é outro senão o sol.
Tudo o que lhe rogamos é que você tenha a gentileza deemitir uma lei ordenando o fechamento de todas as janelas, clarabóias, sótãos, cortinas, venezianas, frestas; de maneira geral, todas as aberturas, buracos, fendas, rachaduras e fissuras, por meio dos quais a luz do sol costuma entrar em nossas casas, de modo a prejudicar a meritória manufatura com a qual nos sentimos orgulhosos de ter provido o nosso país — um país que, em gratidão, não deve nosabandonar agora em uma contenda tão desigual...
Não lhes parece fortemente inconsistente o fato de vocês se preocuparem, como efetivamente o fazem, com a importação do carvão, do ferro, de queijos e bens de fabricação estrangeira meramente porque o preço desses produtos se aproxima de zero, enquanto, ao mesmo tempo, vocês livremente admitem, e sem quaisquer limitações, a luz do sol, cujo preço,durante todo o dia, custa absolutamente zero?
Caso vocês fechem, o tanto quanto possível, todo o acesso à luz natural e criem uma demanda por luz artificial, qual dentre nossos fabricantes franceses não será encorajado por esse fato? Caso uma maior quantidade de sebo seja consumida, então será necessário existir uma maior quantidade de gado e de carneiros; e, conseqüentemente, estaremos acarretando amultiplicação de pastos artificiais, de carne, lã, couro e principalmente estrume, que representa a base e o fundamento para toda a riqueza do setor agrícola.
Estudo de Caso – O Mercantilismo Está Vivo e Bem-disposto no Século XXI

Embora a maior parte das nações declare ser a favor do livre comércio, a maioria delas continua a impor inúmeras restrições em relação ao comércio internacional. Amaior parte das nações industrializadas restringe importações de mercadorias do setor agrícola, têxtil, de calçados, aço e muitos outros produtos com o objetivo de proteger o emprego doméstico. Essas nações fornecem subsídios para algumas de suas indústrias de alta tecnologia, como, por exemplo, a indústria de informática e de telecomunicações, consideradas essenciais para a competitividadeinternacional da nação, do mesmo modo que para o seu crescimento futuro. Países em desenvolvimento são ainda mais protecionistas, no que diz respeito às suas indústrias domésticas. Enquanto a proteção aparente (na forma de tarifas e cotas) foi reduzida ou eliminada ao longo dos anos, por meio de negociações multilaterais, outros tipos menos explícitos de proteção (tais como benefícios tarifários e...
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