Economia brasileira

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  • Publicado : 15 de novembro de 2012
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1) Quais as diferenças entre as vias colonial, clássica e prussiana de constituição do Capitalismo?

Via Colonial – somam o atraso econômico ao democrático, a industrialização é hiper-tardia, impede a instalação de uma democracia liberal – dentro dos limites do capitalismo e, semelhantemente ao caso alemão, exclui as massas de direitos democráticos. A miséria brasileira é, desta sorte, maisperversa que a alemã, pois a burguesia brasileira, caudatária e subordinada ao capital externo, desde o início da via colonial, que coincidentemente se inicia na mesma época que a Alemanha e Itália completam sua industrialização, até a sua completude com a inflexão da mundialização do capital no início dos anos noventa do século passado, não procurou estabelecer um desenvolvimento autônomo, queobjetivasse o ingresso do país no panteão dos países centrais e, tampouco, buscou cortar seus laços de dependência. Existe uma burguesia mas não tem autonomia política.

Via Clássica – Inglaterra, França, Holanda, Portugal, Espanha, Estados Unidos, viveram revoluções democrático-burguesas radicais; revoluções que uniram a burguesia, o proletariado nascente e o campesinato na destruição completa daantiga forma de sociedade; essa antiga sociedade, nos casos inglês e francês, possuía a nobreza e a monarquia como os elementos dominantes e, no caso norte-americano, tinha a metade do território nacional dominada pelos grandes proprietários escravocratas. Esses movimentos políticos de massa abriram um grande e fértil espaço para o desenvolvimento do capitalismo e para a consolidação da democraciaburguesa; ou seja, permitiram um tipo de trajetória capitalista na qual as mais progressitas características desse modo de produção consolidaram-se em toda a sua positividade e, por outro lado, os traços mais perversos desse sistema social surgiram de maneira mais atenuada.

Via Prussiana - os países de capitalismo prussiano, como a Alemanha, a Itália e o Japão, tiveram as suas revoluçõesburguesas abortadas devido à fragilidade estrutural de suas burguesias e ao receio que estas tiveram de ser ultrapassadas politicamente pela aliança do proletariado com o campesinato. A industrialização é tardia, ocasiona uma gama de problemas de ordem democrática e a exclusão das massas de direitos democráticos, mas apesar disto consegue estabelecer um capitalismo autônomo, alcançando na aurora doséculo XX o mesmo estágio das nações que passaram pela via clássica (Inglaterra e França) e lutando com elas de igual para igual pela re-divisão do mercado mundial.






2) Como podemos caracterizar a forma de inserção da economia brasileira no cenário colonial internacional?

1ª Etapa – Agro-exportadora (1822 – 1930)
De uma maneira bem sintética podemos dizer que o Brasil desde aIndependência até a crise de 1929/30 alinhou-se entre os seguidores da doutrina econômica liberal. Acreditava-se que o pais obrigava-se a uma posição fixa no cenário internacional, uma região fornecedora de produtos agrícolas e minerais a serem exportados. No período colonial eles foram basicamente a cana-de-açúcar no Nordeste e o ouro e os diamantes das Minais Gerais. No período da Independência, com odesaparecimento do ouro e dos diamantes, emergira o café como seus principal produto exportador, seguido do algodão, do cacau e de carnes e couros. Dada sua vastidão territorial e sua tradição, o Brasil encontrava-se “vocacionado para a agricultura”, abandonando qualquer veleidade de acelerar um processo de industrialização além daquelas consideradas básicas para amparar a produçãoagro-exportadora. Socialmente, em apoio aberto a esta doutrina liberal de obediência à “vocação natural” agrícola, encontravam-se os fazendeiros do café, os senhores de engenhos e usinas e os estancieiros e criadores de gado em geral. Seu objetivo era ampliar e melhorar suas lavouras e suas pastagens e com isto poder importar as apreciadas manufaturas e demais artigos de consumo estrangeiros. Apoiavam-nos...
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