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BANCO DE DADOS

Códigos na Língua.
1. Língua como expressão do pensamento
Nessa concepção, a língua é produzida mentalmente de maneira individual, intrínseca e sob a organização lógica do raciocínio. As atividades de linguagem se realizam nessa perspectiva independentemente das circunstâncias situacionais, sócio históricas, culturais e políticas em que ocorrem.
2. Língua como uminstrumento de comunicação
Opondo-se à primeira concepção, esta segunda visão sobre a língua a entende como um conjunto de códigos autônomos e externos ao indivíduo, motivados socialmente, que serve essencialmente para a troca de informações (comunicação). Entretanto, seu funcionamento também independe do contexto de realização.
3. Língua como interação social
Já esta terceira concepçãocompreende a língua como uma atividade social não somente usada para comunicar, mas também para realizar ações através da interação social e cognitiva entre os falantes. Esta visão leva em conta as situações de interlocução nas quais a língua se realiza e a influência de fatores de diversas ordens no curso dessas situações.
Formalismo
A língua é concebida como um fenômeno suficiente em si,independente de qualquer fator externo a ela, já no segundo - paradigma funcionalista- a compreendemos como uma prática interconectada a várias outras da vida social, sem as quais não seria possível se manifestar. Ambos os fundamentos agendam suas pesquisas distintamente, caracterizando seu objeto de estudo e instituindo seus objetivos de maneira oposta entre si.
Ao ensino formalista interessa descrever oumapear a manifestação da linguagem em termos de compreensão dos aspectos imanentes aos textos, desconsiderando a intervenção dos elementos históricos, ideológicos e culturais na organização interna do sistema linguístico. Por exemplo, caso o/a educador/a pretenda discutir a produção de um artigo de opinião em sala de aula, levará em conta apenas a composição desse gênero de texto sob aperspectiva da frase na sua relação fonológica, morfológica e sintática, ou, no máximo, questões relativas ao sentido gerado no interior de uma proposição, a partir do efeito de uso da pontuação ou da manifestação da ambiguidade lexical. Esse estudo não consideraria, por exemplo, o suporte onde o artigo é veiculado (rádio, jornal, internet); a modalidade em que é produzido (oral ou escrita); a identidade doautor (crítico de arte, professor universitário, literato); ou o motivo da produção textual (se responde, complementa ou reforça um outro artigo). Em outros termos, não faria parte dos objetivos de uma aula formalista sobre a produção de artigos de opinião entender as condições de realização do texto, mas apenas a estrutura elementar interna dele (a forma).
A maior de todas implicações é a ideiade que os sujeitos da linguagem ocupam o lugar apenas de reprodutor e decodificador de mensagens, os sentidos são pré-estabelecidos à realização verbal e o texto é entendido como um amontoado de sentenças, que possui coerência somente a partir de seus elementos internos, de dentro para fora, sem qualquer referência aos vários contextos em que está inserido (sociocultural e cognitivo, porexemplo).
Funcionalismo

Por outro lado, o paradigma funcionalista baseia-se em dois pressupostos: o de que a linguagem tem funções externas a si e o de que essas funções influenciam a sua organização interna. No ensino funcionalista, a linguagem deve ser estudada a partir dessa interação com os seus elementos extrínsecos. Isso significa que o Funcionalismo tem por objetivo descrever ainterface entre os aspectos exteriores que circundam a linguagem e o sistema interno desta, sendo, portanto, um modelo dialético e abrangente de estudos, pois investiga como a forma atua no significado e como as funções externas do sistema linguístico influenciam na forma.
Nesse caso, a identidade e o papel social dos usuários de uma língua são levados em conta ao se analisar um texto, pois, de...
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