Diversidade nas salas de aula

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Diversidade nas salas de aula

As salas de aulas actualmente contêm alunos de meios familiares muito diversificados, de diferentes realidades socioeconómicas, culturais, linguísticas; de diferentes raças, cor da pele, género, convicções religiosas, ritmos e estilos de aprendizagens. Os professores devem apostar em teorias e práticas pedagógicas inclusivas, capazes de oferecer oportunidades deaprendizagem para todos,concebendo, igualmente, as diferenças como um trunfo para todo o processo educativo e não como um impedimento à própria aprendizagem. Deste modo estas práticas educativas devem ser adequadas a cada aluno e às suas necessidades e devem acima de tudo garantir com equidade, o direito a uma educação diferenciada e que vise o sucesso e adaptação do aluno à escola. Para Visser(1993), citado por Niza (1996), diferenciação será “o processo pelo qual os professores enfrentam a necessidade de fazer progredir no currículo, uma criança, em situação de grupo e através de uma selecção apropriada de métodos de ensino e estratégias de aprendizagem” (p.47). Neste contexto, e olhando à diversidade da moldura humana da sala de aula é importante ter em conta que todo o aluno aprendemelhor quando o professor conhece as suas dificuldades e os seus interesses e o respeita nas suas diferenças. Do ponto de vista das capacidades, estilos e preferências de aprendizagem surge a Teoria das Inteligências Múltiplas (Howard Gardner, 1985). O conhecimento desta teoria traz mudanças importantes ao nível da maneira como se ensina, como se aprende, como se avalia e como se desenvolvem ascapacidades cognitivas do aluno. (Arends, 2007, pp.39-87). Outro factor a ter em conta diz respeito às Diferenças de Estilos de Aprendizagem. Um conhecimento dos diferentes estilos de aprendizagem dos alunos, dos seus pontos fortes e das suas necessidades ajuda o professor a promover e a definir estratégias do ensino que ajudem os alunos a ultrapassar mais facilmente as suas dificuldades. CitandoAlonso, Gallego e Honey (1997), “Frequentemente, o professor ensina como gostaria que lhe ensinassem, quer dizer, ensina como ele próprio aprende. Por outras palavras: ensina segundo o seu próprio estilo de Aprendizagem.” ( p.44). O número elevado de crianças vindas da Europa do Leste bem como dos PALOP tem vindo a aumentar nas nossas escolas e é outro dos factores de diversidade das nossas salas.Esta diversidade deve ser tida em conta já que a aquisição de uma segunda língua por parte do aluno é um processo longo e algo difícil. Uma competência linguística limitada pode, em muitos casos, dificultar a aprendizagem por parte do aluno e impedir-lhes o acompanhamento da aula. A abordagem de um programa bilingue de transição é uma forma de ultrapassar esta dificuldade por parte dos alunos.(Arends, 2007, pp.39-87). Ao nível sócio-económico e cultural temos também uma população escolar que apresenta alguma heterogenia. Esta é fruto das diferenças sociais, económicas e culturais que se fazem sentir na nossa sociedade. Grupos culturais muitos diferentes são, por vezes, alvo de exclusão por parte dos colegas devido não só à condição social, como à cor da pele, à maneira como se vestem,(tive, recentemente, contacto com uma situação destas na escola da minha filha, devido à existência de duas meninas paquistanesas e às diferenças, entre outras, no modo de vestir- uso de lenço para tapar o cabelo- bem como terem que estar totalmente afastadas dos rapazes, até durante as aulas), esta exclusão e marginalização leva muitas vezes ao insucesso escolar destas crianças que se senteminferiorizadas e infelizes na escola. Os professores podem e devem ajudar estas crianças, valorizando-as e mostrando aos colegas da turma a riqueza da diversidade cultural. “A educação multicultural deve enfatizar o humanismo comum a todos os indivíduos, não excluindo as diferenças entre as pessoas, mas de uma forma que torna essas diferenças secundárias em relação ao que têm em comum.” (Correia, 2010,...
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