Desastre golfo do mexico

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  • Publicado : 28 de maio de 2012
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A catástrofe do petróleo

Conforme noticiado por todos os jornais, uma plataforma perolífera Deepwater Horizon, da empresa suiça Transocean e operada pela British Petroleum, explodiu no Golfo do México, próximo ao Delta do rio Mississippi, no dia 20 de abril de 2010 e afundou no dia 22, após ficar dois dias em chamas. 
Alem dos 11 trabalhadores que morreram, o acidente provocou um vazamento depetróleo gigantesco, segundo relatam funcionários da BP cerca de 10 milhões de litros de óleo tinham vazado no golfo.

Porém, segundo estimativas citadas pelo The Wall Street Journal o calculo foi de mais de cinco mil barris de petróleo por dia de vazamento no mar.
A mancha de óleo foi constatada a mais de 200km e atingindo a costa da Louisiana. 
Os estados do Alabama, Mississippi, Louisianae Flórida declararam estado de emergência, e o governo dos Estados Unidos declarou o vazamento uma "catástrofe nacional". O próprio presidente Barak Obama cuidou de investigar e acompanhar as equipes, interrompendo a extração de petróleo e criando uma força nacional de operação para superar e diminuir os efeitos do acidente.

A causa da explosão ainda é desconhecida. De acordo com o “ÚltimoSegundo”, um documento anônimo em inglês, atribui-se ao desastre a uma falha técnica (óleo ou gás teriam entrado no revestimento da tubulação) associada a erro humano (a tripulação teria demorado para acionar os dispositivos de segurança). 
De qualquer forma, o aparelho responsável por cortar o fluxo de petróleo também não funcionou como deveria, e com a destruição da plataforma o oleoduto ligado aela ficou vazando petróleo. 

Com isso, os esforços para conter o impacto foram insuficientes. 
Foram utilizados robôs submarinos para tentar fechar os focos de vazamento no oleoduto, sem sucesso. A Guarda Costeira instalou barreiras para tentar impedir que o petróleo chegue à costa, e queimas e utilização de produtos detergentes químicos foram realizadas para tentar conter a mancha. Asdespesas com a limpeza da mancha de óleo ficaram estimadas em US$ 6 milhões por dia. 
A British Petroleum construiu uma estrutura para conter o vazamento, uma espécie de cúpula gigante  , assim o petróleo acumularia dentro dela, dai seria bombeada para fora, evitando mais vazamento no mar.
mas, a maré negra continuou se espalhando e tornando o pior desastre ecológico da história do país. 

Cercade 40% dos pântanos costeiros do país ficam na região, e esse tipo de ecossistema é muito rico e, por ser relativamente seguro, serve como “berçário” de muitas espécies animais. Uma contaminação por petróleo é mais difícil de ser contida neste ambiente, devido às características da água e do solo e ao emaranhado de vegetação. Também torna-se mais difícil o resgate de animais. 

De acordo como Greenpeace, o mês de abril é temporada de reprodução de peixes, pássaros, tartarugas e outras criaturas marinhas no Golfo do México. “Segundo afirmam pesquisadores, 90% de todas as espécies marinhas do Golfo do México fazem uso das regiões costeiras e dos estuários do Rio Mississipi ao menos uma vez na vida para reprodução”. 
Mais de cinco mil espécies de aves migratórias, muitas delas em perigo deextinção, passam pela costa da Louisiana. O Golfo também abriga lontras, tubarões e baleias, como a Cachalote e a Baleia Azul, o maior animal que já existiu no planeta. 

Os impactos a curto prazo de um vazamento de petróleo são inúmeros, e os danos ambientais podem ser sentidos durante muito tempo. A região do Alasca que foi afetada em 1989 pelo petroleiro da Exxon Valdez ainda não serecuperou totalmente. 

O óleo é hidrofóbico – não se mistura com a água. Por ser menos denso, ele flutua, formando uma camada que bloqueia a penetração da luz solar, impedindo a fotossíntese das algas e fito plâncton, que são a base da cadeia alimentar dos oceanos.

Os oceanos são a maior fonte de oxigênio para a nossa atmosfera. 
A Amazônia é um ecossistema muito importante, mas não é o pulmão...
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