Cultivo de salicornia

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CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
DPT – Diretoria de Programa Temáticos e Setoriais
CGAPB – Coordenação Geral do Programa em de Pesquisa em Agropecuária e
Biotecnologia

1 MODELO ESTRUTURADO – PROJETO COMPLETO

|Título do Projeto: |Produção da Halófita Nativa Salicornia gaudichaudiana em Solo Salinizado do |
||Semi-árido e Irrigada com Efluente Salino da Carcinocultura para Produção de |
| |Biodiesel – HALODIESEL |
|Coordenador do Projeto: |César Serra Bonifácio Costa ||Instituição Executora: |Universidade Federal do Rio Grande - FURG |
|Instituição(ões) Colaboradora(s): |Universidade Estadual do Ceará - UECE |
| |Edital MCT/CNPq/CT-AGRONEGÓCIO/Ação |
||Transversal IV Nº 28/2008 - Seleção Pública de |
| |Propostas para apoio a projetos de pesquisa, |
|Edital: |desenvolvimento e inovação em culturas de ciclo|
| |curto de desenvolvimento para a produção de |
| |Biodiesel. |

1) Introdução:

Quarenta e três porcento das terras de nosso planeta são semi-áridas e cerca de 130 milhões de hectaresapresentam problemas de salinização do solo e poderiam ser cultivados com plantas halófitas (plantas tolerantes a altas concentrações salinas; Glenn et al. 1998). O Brasil possui uma rica flora de plantas halófitas, que dominam diferentes hábitats de marismas (banhados salgados na zona entremarés) e manguezais da costa brasileira (Costa & Davy 1992, Costa et al. 1996, Costa 1997) e constituem umimenso potencial biotecnológico a disposição da agricultura de regiões com solos salinos. Estes novos cultivares halófitos podem também ser utilizados no tratamento dos efluentes salinos da aqüicultura (Glenn et al. 1998, Boyd 2003, Siordia-Grave et al. 2003, Costa 2006, Costa et al. 2006a), reduzindo o volume e melhorando a qualidade dos efluentes de cultivos, bem como permitindo odesenvolvimento de melhores práticas de manejo ("best management pratices" ou BMPs).

Plantas halófitas também podem ser importantes oleaginosas. Na América do Norte, a Chenopodiaceae Salicornia bigelovii demonstrou uma produção média anual de sementes para extração de óleo de 2,0 ton./hectare, bem como um total de biomassa aérea fresca de 17,0 ton./hectare (Glenn et al. 1991, 1998). Na Arabia Saudita, amesma espécie atingiu índices de produtividade de semente de 2,50 a 3,69 ton./hectare por ano (Clark 1994, Panhwar & Panhwar 1995). Sementes de S. bigelovii podem conter 26 a 33% de ácidos graxos (Glenn & O’Leary 1985, Glenn et al. 1991, Answar et al. 2002), excedendo o teor de oleaginosas tradicionais como o algodão (15-24%) e a soja (17-21%) plantadas nos E.U.A., Brasil e Asia (Answar et al. 2002).Kosteletzkya virginica, halófita perene norte americana, introduzida na China, demonstrou produtividade anual em sementes de 0,62-0,96 ton./hectare e teor de óleo das sementes de 17,5 a 20,6% (Ruana et al. 2008). Ambas espécies citadas possuem óleo de alta qualidade, com teores de ácidos graxos poliinsaturados com 18 carbonos (C18) de cerca de 70% (Glenn et al. 1991, Answar et al. 2002, Imai et...
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