Crise do euro

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  • Publicado : 19 de abril de 2013
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CRISE ECONOMICA NA ZONA DO EURO


RESUMO

Com o início da união monetária, a União Europeia deu um passo fundamental para uma nova fase da integração regional que já vinha sendo visada desde o início dos anos 70, com o chamado Relatório Werner. No entanto, o caminho da construção europeia não é apenas marcado pelo pilar econômico, mas, principalmente pelo pilar político e pelo projeto delançamento da Europa como um ator internacional de relevo. Por sua vez, pela própria dimensão econômica assumida pela Europa, uma nova contração causada pelo fim do euro, por exemplo, poderia trazer mais consequências nefastas para uma economia mundial já enfraquecida.

Palavras-chave: Crise. Europa. Zona do Euro.

1 INTRODUÇÃO

A crise da dívida pública da Zona Euro é uma crise econômicainiciada na Grécia e que se estendeu aos demais países da Europa desde 2010. A origem da crise das dívidas públicas remonta a 2007, principalmente quando saiu a publico a falência da Lehman Brothers em 2008, colocando assim um ponto final a anos de desenfreada especulação financeira mundial. Esta "bomba" empurrou o sistema financeiro global para a beira do abismo e a economia ficou muito próxima de umanova Grande Depressão. CORREIO BRAZILIENSE, 2010. Os governos de alguns estados lançaram, naquela altura, uma operação para salvar os bancos, comprometendo, dessa forma, somas enormes de fundos públicos, que superaram 20% do PIB mundial. Com isto, conseguiram ganhar tempo, impedir o agravamento da situação e o consequente colapso dos mercados financeiros, ficando a situação sem controle. Noentanto, não conseguiram reverter a crise.

Esta intervenção, que pretendia recuperar as taxas de lucro, que por sua vez permitiriam abrir um novo ciclo histórico de crescimento, deu no entanto, lugar a uma nova fase da crise: a da dívida pública, que afeta em particular os grandes estados, como os Estados Unidos (com um terço do total mundial), a Europa e o Japão, acabando por se concentrar com muitaviolência na União Europeia, em especial nos Estados-membro periféricos. Tornou-se público que durante anos o governo grego assumiu profundas dívidas, gastando descontroladamente, o que contrariava os acordos econômicos europeus. EUROPEAN CONVENTION, 2011. Quando chegou a crise financeira global, o déficit orçamental subiu e os investidores exigiram taxas muito mais altas para emprestar dinheiroà Grécia. A crise começou com a difusão de rumores sobre o nível da dívida pública da Grécia e o risco de suspensão de pagamentos pelo governo grego. A crise da dívida grega teria sido iniciada no final de 2009, mas só se tornou pública em 2010. Resultou tanto da crise econômica mundial como de fatores internos ao próprio país - forte endividamento (cerca de 120% do PIB) e déficit orçamentáriosuperior a 13% do PIB.

Segundo alguns analistas, essa crise poderia significar rebaixamento das dívidas de todos os países da Europa. ROUBINI, 2008. Os ataques especulativos à Grécia foram considerados por alguns, como ataques à Zona Euro - através do seu elo mais fraco, a Grécia. Todos os países da Zona Euro foram afetados pelo impacto que teve a crise sobre a moeda comum europeia. Houve receiosde que os problemas gregos nos mercados financeiros internacionais despertassem um efeito de contágio que fizesse tremer os países com economias menos estáveis da Zona Euro, como Portugal, República da Irlanda, Itália e Espanha que, tal como a Grécia, tiveram que tomar medidas para reajustar as suas contas.

A Zona Euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) debateram conjuntamente um pacote demedidas destinadas a resgatar a economia grega, que foi bloqueado durante semanas devido em particular a divergências entre a Alemanha, e os outros países membros. Durante essas negociações e perante a incapacidade da Zona Euro de chegar a um acordo, a desconfiança aumentou nos mercados financeiros, enquanto o euro teve uma queda regular e as praças bolsistas apresentavam fortes quedas....
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