Corporeidade

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E spaços de encontro:
c orporeidade e
c onhecimento

BOLETIM 07
MAIO 2005

SUMÁRIO
SUMÁRIO

PROPOSTA PEDAGÓGICA
ESPAÇOS DE ENCONTRO: CORPOREIDADE E CONHECIMENTO ........................................................... 03
Margarida Serrão
Wilson Costa

PGM 1
O EU E O OUTRO: PARCEIROS ESSENCIAIS................................................................................................. 15

O Eu e o Outro
Margarida Serrão

PGM 2
EU COMIGO MESMO: O BRINCAR COMO ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DA SUBJETIVIDADE .................... 25

O papel do lúdico na construção do conhecimento e do psquismo
Carlos Alberto de Mattos Ferreira

PGM 3
O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E CULTURAIS ............................................................... 31Identidade e diferença no cotidiano escolar: práticas de formação e de fabricação de identidades docentes
Elizeu Clementino de Souza

PGM 4
CORPOREIDADE E CONHECIMENTO: A UNICIDADE DO INDIVÍDUO FRENTE À DIVERSIDADE DE
APRENDIZAGENS ............................................................................................................................... 39
Wilson Costa

PGM 5
REDES DECONVIVÊNCIA E DE ENFRENTAMENTO DAS DESIGUALDADES .......................................... 50
Antonio Eugenio do Nascimento

ESPAÇOS DE ENCONTRO: CORPOREIDADE E CONHECIMENTO.

2

PROPOSTA PEDAGÓGICA
PROPOSTA

Espaços de encontro: corporeidade e conhecimento
Margarida Serrão 1
Wilson Costa 2

À educação cabe uma missão ambígua: preparar a criança e o jovem para a convivência humana e,portanto, para as relações sociais, o que implica a introjeção das regras e dos valores
convencionados e aceitos coletivamente, reproduzindo os já existentes. Ao mesmo tempo, espera-se
das crianças e dos jovens as mudanças e a quebra das tradições.

Nos tempos em que imperam o pragmatismo, a cultura do lucro a qualquer custo, a exacerbação do
produto, é preciso resgatar um ensino em que o educadorocupe um lugar que possibilite navegar
pelo conhecimento ao sabor dos ventos, sem ter a intenção de manipular, fazer render, obter uma
utilidade imediata. É essencial que os educadores reencontrem o prazer de compartilhar com seus
alunos a alegria de aprender, de tomar decisões em grupo sobre a organização de atividades, de
discutir sobre regras de convívio e de trabalho, e de dividir asresponsabilidades para o alcance das
metas individuais e coletivas.

Com o gradual comprometimento dos alunos com os processos de planejamento e de gerenciamento
das atividades, a avaliação torna-se contextualizada e pode ser entendida na sua condição de
verificar o que foi alcançado e de contribuir para a reorientação do planejamento dos próximos
passos.

No caminho para a construção derelações mais favoráveis ao trabalho educativo, deve-se
considerar o sujeito a partir do seu meio, de sua história e de suas aprendizagens atuais. Agindo
desta maneira, o aluno percebe-se acolhido e aceito na sua condição de indivíduo histórico.

A consciência é uma totalidade complexa formada por cognição, motivações e
sentimentos emocionais (Vygotsky, 1993).

A pressão pela homogeneização a queestamos submetidos na pós-modernidade, muitas vezes, leva
o professor a tratar o seu aluno como objeto da pedagogia e da psicologia, esperando respostas que
devem estar de acordo com padrões predeterminados pela mídia.

ESPAÇOS DE ENCONTRO: CORPOREIDADE E CONHECIMENTO.

3

É preciso considerar o aluno-sujeito, aquele que deve ser provocado a resistir à objetivação e à
mecanização que omundo do consumo impõe. Para tornar esse resgate possível, é necessário pensar
em escolas menores, descentralizadas, regionalizadas, ligadas às comunidades de bairro, sustentadas
pela cultura local, não com vistas a um fechamento, mas para ganhar o mundo a partir das suas
próprias raízes, construindo o conhecimento a partir de um saber existente e significante para seus
alunos.

Quando...
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