Carta a uma professora pelos rapazes da escola de barbiana

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  • Publicado : 15 de outubro de 2011
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Carta a uma professora pelos Rapazes da Escola de Barbiana

A experiência dos alunos de Barbiana inicia-se ainda na infância, numa escola estadual do povoado onde moravam na Itália. Ali conheceram um sistema de ensino preconceituoso e racista onde já experimentavam a indiferença por parte da professora que quase não aparecia na escola.
Enquanto estudavam no povoado sofreram discriminaçõesvariadas em um sistema que não os acolhiam e, uma professora que não os orientavam, eram motivados a desistir da escola, avaliados com rigor, reprovados e punidos com o abandono, muito cedo eram empurrados para o trabalho no campo e esquecidos.

A instituição de ensino reafirmava apenas valores, linguagens e saberes de uma elite, principal fator do fracasso dos menos favorecidos. Que se intimidavame cada vez mais ficavam excluídos e humilhados. Alguns eram repetidos numa mesma série várias vezes, a qualidade de ensino ficava prejudicada pelas misturas de classes na mesma sala de aula. Não tinham oportunidades nem condições de competir com os “filhos de papai” que já viam alfabetizados de casa, só eles tinham vez e voz. Alguns alunos que as famílias ainda se interessavam em mantê-losestudando apesar do pouco ou nenhum conhecimento de causa, conseguiram chegar a uma escola que acolhia os alunos fracassados, proporcionando a eles uma educação em níveis maiores que os alcançados pelos filhos da elite.

A escola de Barbiana era a oportunidade de um ensino igualitário e, esta escola foi criada justamente para dar lhes esta oportunidade sem distinção, eram então acolhidos e os quetinham mais dificuldades, muito mais bem acolhidos que se sentiam os donos da escola, fato importante para reforçar os ânimos e, dar início a nova fase alunos tão maltratados pelas experiências anteriores como Giancarlo de 15 anos de idade.
A primeira diferença que notaram foi à sala de aula, apenas com mesas grandes onde os alunos se debruçavam para partilharem os livros que de cada um só existiauma cópia, não tinha professores. Quem ensinava era os alunos mais velhos com mais ou menos 17 anos de idade, bastava que soubessem um pouco, para ensinarem aqueles que nada sabiam neste processo os alunos aprendiam mais e aprendiam juntos também. Em Barbiana tinham que aprender e a vida era dura, disciplina e sermões em Barbiana que até tinham vontade de não voltar, mas o desejo de aprender era tãogrande que voltavam mesmo com todos os problemas que enfrentavam tendo que correr riscos pela distancia e caminhar mato a dentro, na escola de Barbiana, tinham que conhecer pelo menos duas línguas diferentes e aprendiam ouvindo discos e rádio.

Alguns alunos chegavam à escola de Barbiana como Giancarlo que foi convidado a estudar, por um objetivo de se juntar aos alunos reprovados junto com elee, sentiam-se irmãos deles nas alegrias e vinganças da instituição que não os quis. Giancarlo deu certo como por milagre de seus colegas que não desistiram dele.
Atividade mais importante da escola era a leitura diária de jornais.

→ Para os rapazes de Barbiana a função social da escola era.
A Educação Popular: Desenvolveu nos alunos uma concepção de camaradagem e se preocupar e cuidar deseus pares, o saber se construía coletivamente, e todos tinham sua importância, se reconheceram como seres humanos, ganharam consciência.

→ Descreva as reformas educacionais propostas pelos alunos de Barbiana.
1- Não reprovar→ Procurar um novo modo de dar aula, pois a escola que perde um aluno (Gianni) não merece ser chamado de escola (Por contrato).
2- Escola de tempo integral→ Aos queparecem cretinos dar-lhes escola em tempo integral, o após - escola é uma forma de anti-classicísmo sério que elimina os riscos.
3- Objetivo→ Aos preguiçosos basta dar um objetivo.
É necessário que seja honesto, grande. Que não permita pressupor no aluno nada além de ser homem, pois somente a língua nos torna iguais.

Um trecho da Carta a uma Professora, livro escrito por alunos da Escola de...
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