Behavionismo historico

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BEHAVIORISMO
Breve introdução histórica
Até o início do século XIX, esse terreno da metafísica dividia-se em duas partes: a "filosofia mental", que buscava explicar o funcionamento de homens e mulheres sob o aspecto das "faculdades mentais"; memória, razão, vontade e emoção, e as "ciências empíricas", as quais defendiam a validade absoluta das conclusões sobre a matéria tiradasunicamente da observação e da experimentação. Aí estava, na forma mais recente, o antigo dilema da natureza do homem. Se o homem é uma dualidade de corpo e espírito, como os antigos gregos haviam concluído e filósofos como o francês Descartes (1596-1650) tenderam a ressaltar, então como seria possível conciliar esses aspectos? Os filósofos da mente estavam certos quando tentavam estudar a vida conscientedo homem? ou os cientistas experimentais estavam pelo menos num caminho mais convincente, ao enfatizar o exterior e material?
No início, tentaram-se reter os dois campos de pesquisa mediante o estudo do ser interior do homem, usando-se o método científico. Em 1879, Wilhelm Wundt (1832-1920) organizou em Leipzig o primeiro laboratório de psicologia. Ele decidiu deixar de lado o complicadodebate sobre as faculdades mentais e a alma do homem, e concentrar a atenção na experiência como objeto de estudo próprio da psicologia. Por conseqüência, realizou experimentos com seres humanos em que contavam suas impressões quanto ao tipo de cor, ao brilho da luz, à altura do som e a outras mensagens sensoriais, de modo que pôde comparar as experiências que tais pessoas tiveram com respeito aessas sensações com seu valor real. Esse método de avaliar impressões subjetivas é conhecido como introspecção, e a filosofia subjacente, com seu exame dos elementos da experiência consciente, tem sido chamada estruturalismo.
Edward Bradford Titchener (1867-1927) interessou-se pela obra de Wundt e deu-lhe continuidade. Titchener, apesar de cientista inglês, imigrou para os Estados Unidos porquea psicologia britânica ainda não estava preparada para o novo método experimental. Durante suas pesquisas na Universidade nos Estados Unidos, declarou ser a psicologia uma "experiência dependente de uma pessoa que experimenta"; ele estudou essa experiência mediante a investigação de pessoas pelo método empírico, isto é, por meio de observação, mensuração e experimentação. Contudo, ointrospeccionismo não resolveu a clássica dicotomia corpo-alma, e sua metodologia foi fortemente criticada pela psicologia animal desde Charles Darwin, a qual, com base em sua disciplina, defendia que a introspecção não era necessária ao estudo do comportamento, e por psiquiatras com um viés neurológico, como Jean-Martin Charcot (1825-1893), em Paris, descontentes com o novo destaque conferido aos processosinteriores, o qual começava a surgir nos escritos e nas palestras de Josef Breuer e Sigmund Freud. Chegara-se a um impasse. Que possíveis caminhos a psicologia poderia agora tomar a fim de vencer o muro aparentemente inexpugnável da natureza humana e de seu estudo?
Benjamin Wolman e Susan Knapp, na obra Contemporary theories and systems in psychology As teorias e os sistemas contemporâneos dapsicologia indicam as três raízes básicas que estimularam o surgimento do behaviorismo nos primeiros anos do século xx: o funcionalismo, o instrumentalismo e o associacionismo. Esses termos bastante imponentes possuem na base conceitos profundamente relacionados entre si.
Os funcionalistas procuravam responder à pergunta: "Para que serve esse ou aquele fato que observamos? Qual é suafunção?". Charles Darwin (1809-1882), em seu famoso livro A origem das espécies (1859), sintetizou a posição funcionalista quando escreveu: "O comportamento humano volta-se para os objetivos. Quem se adapta melhor às condições externas tem maiores possibilidades de sobrevivência. A psicologia deve estudar como se dá essa adaptação humana".
As raízes do behaviorismo.
William James, era...
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