Ardis do capitalismo

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Capítulo II - Os ardis do capitalismo

Um dos pontos marcantes do século XIX foi o desenvolvimento do capitalismo industrial. As mudanças começaram a partir, principalmente, do final do Século XVIII.
O novo sistema de produção de riquezas transformou toda a visão de mundo que se tinha até então, pois as mudanças mais drásticas não se deram apenas nas relações comerciais, mas muito mais nasrelações sociais.
O capitalismo trouxe no seu bojo uma nova realidade, mas com esta vieram a desigualdade social, a má distribuição de renda, e a exploração de trabalho. Muitas vezes famílias inteiras, inclusive crianças eram empregadas nas fábricas para que o rendimento salarial fosse maior. Houve dessa forma a exploração do trabalhador, que trabalhava via de regra até 14 horas por dia.
Adesigualdade ficou cada vez mais evidente no fato de que quanto mais pessoas trabalhavam, maior era a produção, maior o ganho dos empregadores e menores as condições do trabalhador de usufruir do resultado de seu trabalho.
A busca por uma vida mais digna, fez com que houvesse um êxodo sem precedentes para as cidades, provocando dessa forma um colapso urbano. Havia uma oferta de mão de obra muito acimado que as indústrias poderiam absorver.
Com a ausência de investimentos em recursos de infra estrutura urbana os trabalhadores passaram a viver de forma subumana, já que os mesmos não tinham acesso a saúde, moradia, estudo, leis que lhes desse proteção. Vidas eram ceifadas pela falta de alimento, doenças, pelas condições de trabalho e pela insalubridade das moradias. Em geral, quanto maisnumerosas fossem as famílias, mais mal alojadas elas estavam, e conseqüentemente mais expostas a todo tipo de doenças, como: varíola, disenteria, febre tifóide, tifo e o cólera.
O índice de mortalidade era alto, tanto na população jovem e adulta quanto na população infantil. Com a expectativa de vida muito reduzida. Foi diante dessa realidade que em 1832 o cólera dizimou 18 602 pessoas, vitimadas emParis. Um relatório sobre essa tragédia dizia: “Ali, onde a população miserável se encontra amontoada em alojamentos sujos, exíguos, foi também onde a epidemia multiplicou suas vítimas.” História da Vida Privada.
Mas à medida que o capitalismo industrial se expandia a nova classe social mais se apercebia da sua condição, e o proletariado se fortalecia.
Por volta de 1870 já havia um sentido decoesão forte entre os trabalhadores, que já não mais se intimidavam com ameaças e ações repressivas e punitivas, tampouco se deixavam envolver por discursos sobre a igualdade de classes.
A burguesia começou a perceber que a relação capital-trabalho deslocara-se para outro ponto, havia uma nova correlação de forças. A mesma arma que usara contra o feudalismo agora se voltava contra ela.
Porpassarem tanto tempo juntos nas grandes cidades, nas grandes fábricas, e até mesmo por freqüentarem os mesmos ambientes (tavernas e pubs), os trabalhadores estavam unidos num mesmo sentimento, sentiam-se fortes, tinham as mesmas aspirações, os mesmos desejos, a mesma insatisfação, as mesmas necessidades a serem supridas e respeitadas. Começaram a perceber que suas dificuldades eram as mesmas:desigualdade, exploração de força de trabalho e salários baixos. A partir daí, da luta por melhores salários e por condições de trabalho mais dignas formou-se a construção da consciência de classe. Na visão de Engels, a guerra social passou a ser “declarada e aberta”.
Nesse primeiro momento uniram-se em torno de interesse comuns, Adquiriram uma IDENTIDADE.
Num segundo momento eles perceberam a sua forçapolítica enquanto classe, consolida - se então a sua base associativa: o SINDICATO.
Os trabalhadores então perceberam a realidade na qual eles estavam inseridos e as contradições políticas da sociedade capitalista. Descobriram então a disparidade entre o salário pago e o valor do trabalho produzido: MAIS VALIA. Sua luta passou a ser não mais a grande indústria, mas sim a própria sociedade.
Os...
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