Analise cultura canavieira no brasil

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 14 (3356 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 9 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
[pic]

Curso de Geografia









Adriano Emmel

Deise B. Silva dos Santos

Monica G. Pereira





Analise cultura canavieira no brasil











Santa Cruz do Sul

2012







Introdução


A cana-de-açúcar é, talvez, o único produto de origem agrícola destinado à alimentação e a fins humanos que ao longo dos séculos foi alvo de disputas econquistas, mobilizando homens e nações. A planta que dá origem ao produto encontrou lugar ideal no Brasil. Durante o Império, o país dependeu basicamente do cultivo da cana e da exportação do açúcar. Calcula-se que naquele período da história, a exportação do açúcar rendeu ao Brasil cinco vezes mais que as divisas proporcionadas por todos os outros produtos agrícolas destinados ao mercado externo.Atualmente a cana de açúcar ganha grande importância para a economia nacional, não mais pela produção de açúcar mais sim pela grande produção e pelo domínio do ciclo produtivo do etanol.
Portanto, esse trabalho tem como objetivo, apresentar a contextualização histórica da inserção e produção canavieira, bem como o processo de evolução da produção no pais e das perspectivas eimplicações atuais do plantio e beneficiamento da cana-de-acucar.


Período colonial : produção cana de açúcar e o processo de urbanização

As experiências de colonização por volta dos anos 1500, desenvolvidas por Portugal e outros países europeus tinham por cenário regiões onde moravam povos com um grau de desenvolvimento econômico e cultural capaz de oferecer gêneros de alto valor para osmercados da Europa e ao mesmo tempo consumir produtos originários de suas manufaturas.
O Brasil, porém, foi bem diferente daquele esquema anterior. Na terra descoberta os portugueses encontraram um território quase deserto, com população num outro estágio de desenvolvimento, sem possibilidades de exportar, sem capacidade de absorver as manufaturas importadas da Europa e sem as riquezas mineraisdas colônias espanholas.
Durante as primeiras três décadas após a conquista e a colonização, os portugueses limitaram-se à exploração grosseira dos recursos naturais, em especial do pau-brasil, sem criar núcleos de povoação no litoral. Entretanto, a acirrada concorrência de países rivais levou Portugal a tentar uma forma mais estável de ocupação. Seriam, então, criadas as capitaniashereditárias e o governo-geral, dando entrada ao capital privado (fiscalizado pelo governo da metrópole), quando o Brasil viria a constituir uma imensa reserva e retaguarda rural de matérias-primas para os mercados europeus.
Entre os encargos transferidos aos donatários e colonos das capitanias, figuravam com destaque as tarefas correspondentes à instalação da rede urbana. Desde o início daexploração da imensa costa brasileira entre Pernambuco e São Paulo até as vésperas da instalação do governo-geral em 1549, haviam sido fundadas no litoral brasileiro cerca de 16 vilas e povoados, que já exportavam mercadorias para a metrópole.
Sérgio Buarque de Holanda explica como espanhóis e portugueses aplicavam princípios diferentes na fundação de suas cidades e sedes de governo, asaber o princípio do “ladrilheiro” e o princípio do “semeador”, respectivamente. De acordo com essa interpretação, os espanhóis, como “ladrilheiros”, erguiam suas cidades em altiplanos, traçando praças e ruas segundo uma grade ou tabuleiro, com a praça ao centro, cercada pelos prédios mais representativos. As demais ruas, avenidas e praças eram traçadas paralela e perpendicularmente a essequadrado central, formando um quadriculado que da perspectiva de pássaro lembrava um chão ladrilhado. Poderíamos dar como exemplo a Cidade do México, Caracas, Bogotá, Lima, Cuzco, La Paz e Buenos Aires, entre outras.
Enquanto isso, os portugueses (os “semeadores”) costumavam fundar suas cidades à beira-mar, ao longo do litoral, em enseadas naturais, baías recortadas, terrenos ondulados que...
tracking img