Analise alberto guerreiro ramos nova politica das organizaçoes

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Nova Política das Organizações
A. Guerreiro Ramos.
Análise crítica dos capítulos selecionados.

Arthur Albuquerque
Catharine Lins
Gustavo Arruda
Lis Farias
Victor Cavalcanti

Guerreiro Ramos afirma que a teoria das organizações é ingênua, pois utiliza da racionalidade instrumental para se embasar. A racionalidade instrumental é uma distorção da razão, que enverga está para explicar etornar legítimos fatos que de outra maneira não poderiam ser aceitos. Começa a criticar também os conceitos atuais de razão, afirmando que foram desvirtuados.
Na antiguidade o conceito de razão era: uma força ativa da psique humana que habilita o indivíduo a distinguir o bem e o mal; o certo e o errado e assim por diante. Sendo assim a razão é inerente a individualidade do ser humano, dependendode cada um o desenvolvimento que dará a está. No sentido moderno razão é a capacidade adquirida através de esforço que habilita a fazer “cálculo de consequências”. Logo percebesse que o desenvolvimento da razão no sentido moderno também é inerente a individualidade de cada ser.
Como citado anteriormente os pensadores da modernidade começaram a utilizar conceitos enviesados da razão para legitimaridéias que de outra forma não conseguiriam embasamento. Assim a razão começou ganhar os mais diversos significados e conotações para tornar legitima as mais variadas teorias da época.
Critica Max Weber quando este afirma que a razão surge no convívio social e não da psique humana. Em outras palavras a sociedade através de uma racionalidade própria controla os indivíduos dando o direcionamentoque estes devem ter. Weber afirma que os meios de produção são os responsáveis por boa parte do que se entende como sociedade, mas Guerreiro Ramos reafirma que isso deriva do homem
Habermas que afirma que “a ciência do homem... estende, de modo metódico, o conhecimento reflexivo”. Ou seja, a ciência e a sociedade são reflexos do homem e que através do autoconhecimento pode-se entender a sociedade.Desta forma ele reafirma que a razão vem da psique humana e deste deriva o comportamento da sociedade. Os trabalhos de Harbermas ainda são citados no seu estudo sobre comunicação social, a afirmação “cada palavra dita, mesmo aquela de engano intencional, orienta-se no sentido da verdade”. Trata da competência na comunicação como domínio do discurso. O contexto social também é importante para oentendimento do discurso, uma vez que sem este pode-se distorcer por completo o conteúdo.
Voegelin tece comentários sobre a estrutura da “sociedade perfeita”. Que é contestada desde Aristóteles que afirmava que embora possa existir o melhor jeito, deve considerar o segundo terceiro e quarto melhores jeitos de se realizar algo. Ainda seguindo essa linha de pensamento, Voegelin diz que razão écontrária ao igualitarismo absoluto, pressupondo a diferenciação dos seres humanos quanto à capacidade de desenvolver a própria razão. Embora considere todos os seres humanos potencialmente iguais.
Por último, antes de encerrar o primeiro capitulo conclui afirmando novamente que razão é originaria da psique humana e deve ser a responsável pelo ordenamento da sociedade.
2. NO RUMO DE UMA TEORIASUBSTANTIVA DA VIDA HUMANA ASSOCIADA

A proposta desse texto é diferenciar duas concepções distintas para o que o autor chamou de “vida humana associada”. A racionalidade funcional e a racionalidade substantiva são duas categorias fundamentais dessas concepções e é importante estudá-las porque, segundo o autor, as teorias da organização e os sistemas sociais exclusivamente baseados na concepçãomoderna da razão não têm validade científica.
A razão moderna foi caracterizada por Max Weber e se dividia em racionalidade formal e racionalidade substantiva. No entanto, sua teoria foi desenvolvida baseando-se na noção de racionalidade formal, ou funcional. No contexto em que Weber viveu, a racionalidade formal substituía amplamente a racionalidade substantiva como o principal critério para a...
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