Alcoolismo no idoso

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ALCOOLISMO EM IDOSOS
RESUMO
Este estudo teve como objetivo identificar as características do uso abusivo de álcool
em idosos, pois está sendo crescente este fator provocando muitas vezes um envelhecimento precoce e algumas complicações clínicas.O fato de estar aumentando o consumo de álcool na terceira idade pode estar relacionado ao abandono ou muitas vezes por problemas de ordemeconômica.Com isso neste artigo pretende-se descrever as conseqüências que o alcoolismo pode provocar nos idosos.

INTRODUÇÃO

O envelhecimento é um processo universal, evolutivo e gradual, que
envolve um somatório de fatores, se enfatizando os fatores sociais, psíquicos,
ambientais e biológicos, que está no interior de uma coisa e que é essencial para sua existência, e podem acelerar ou retardar esseprocesso.
Existem, hoje, subgrupos de idosos, classificando-os em jovem idoso e
idoso velho: o idoso jovem situa-se entre 55 e 75 anos, ao passo que idosos
mais velhos teriam mais de 75 anos. Mas, nos termos da linguagem atual, os
adultos em seus 50 e início dos 60 anos, ainda, são considerados como de
meia-idade.Com o envelhecimento, ocorrem mudanças no cérebro, principalmente,
com uma perda na densidade dendrítica dos neurônios; esta acarreta o efeito
de retardar o tempo de reação em quase todas as tarefas, como conseqüência
a perda da audição, do olfato e da gustação. Existe, também, uma grande proporção de incapacidades físicas causadaspor doenças, como artrite, hipertensão arterial e doenças cardíacas, diabetes e alguns transtornos mentais; entre estes o alcoolismo, mesmo que existam controvérsias quanto à existência ou não de quadro clínico do alcoolismo característico da população idosa; com isso o diagnóstico e tratamento deste transtorno neste grupo etário se tornam cada vez mais importantes (BEE,1997).
Algumas pessoascomeçam a fazer uso do álcool tardiamente, o que aumenta a prevalência de dependência do álcool, ao contrário de muitos estudos epidemiológicos. Estudos realizados em amostras clínicas evidenciavam um aumento significativo na população idosa, na qual de 6 a 11% dos pacientes idosos admitidos em hospitais gerais apresentaram dependência alcoólica; é claro que são menos os casos de alcoolismoem
relação a pacientes jovens. O alcoolismo produz déficits semelhantes no
funcionamento intelectual e comportamental, sendo que o uso do álcool pode
acelerar o envelhecimento normal ou levar ao envelhecimento prematuro do
cérebro. O lobo frontal do cérebro é uma estrutura especialmente vulnerável ao
uso crônico e intenso do álcool, levando o indivíduo a um prejuízo intelectual
intenso. Alémdisso, idosos alcoolistas se recuperam menos dos déficits
cognitivos do que os adultos, sendo que o uso crônico, também, pode acelerar
o desenvolvimento de instabilidade postural e quedas relacionadas à idade
(COUTINHO, 1992).
Este estudo tem como objetivo descrever as conseqüências que o uso
do álcool pode provocar na terceira idade e contribuir para os estudos dos
profissionais da áreamédica e psicológica, enfim, da saúde.
De acordo com Oliveira e Luiz (1996), o consumo de álcool parece ser o
hábito social mais antigo e disseminado entre as populações, pois ele está
associado a ritos religiosos e lhe é atribuída uma variedade de efeitos, tais
como calmante, afrodisíaco, estimulante do apetite, desinibidor e outros. Seu
uso vem desde a Pré-História. Porém, somente a partir doséculo XX, foram
realizados estudos mais sistematizados, voltando-se para os problemas que o
consumo de álcool vem ocasionando às populações, em que, também, vem
crescendo na população idosa. O alcoolismo é um dos principais problemas de
saúde pública no mundo, e não apresenta um padrão homogêneo no seu
quadro clínico, evolução e fatores etiológicos.
É sabido das conseqüências do uso...
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