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ACESSO VASCULAR
NO RECÉM-NASCIDO

CATETERISMO DE VASOS UMBILICAIS

CATETERISMO VENOSO CENTRAL PERCUTÂNEO

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS



Paulo R. Margotto/ Martha G. Vieira /Jefferson G. Resende, Carla Pacheco Brito, Kátia Rodrigues Menezes, Lady Maria C. A. de Andrade, Vicência Soares de Almeida



A inserção de Cateteres Intravasculares é um dosprocedimentos mais comuns em UTI Neonatal. O uso de dispositivos intravasculares centrais em neonatologia é indispensável, pois são utilizados principalmente para a infusão de fluidos, eletrólitos, nutrição parenteral, hemoderivados, exsangüíneotransfusão, para administração de drogas e monitorização dos pacientes graves. A sua utilização, muitas vezes necessária por períodos prolongados, é devidoàs características próprias dos pacientes, que freqüentemente apresentam impossibilidade de via oral para nutrição e medicamentos, disponibilidade limitada de vasos periféricos e pela gravidade inerente destes pacientes. É um acesso vascular imprescindível, mas que coloca os pacientes em risco de complicações mecânicas e complicações infecciosas locais e sistêmicas:
Complicaçõesmecânicas: infiltração dos solutos infundidos, oclusão, fraturas, deslocamentos, migração ou exteriorização acidental do cateter, perfuração do miocárdio, derrame pericárdico, tamponamento cardíaco, derrame pleural e arritmia cardíaca, embolia ou trombose;
Complicações infecciosas locais e sistêmicas:
- Infecção do local: celulite peri-orifício, flebite;
- InfecçõesSistêmicas: Infecção Primária da Corrente Sanguínea associada a Cateter Venoso Profundo e infecções metastáticas (abscessos pulmonares ou cerebrais, pneumonia, endocardite, endoftalmite, artrite).
Todos os cateteres centrais e periféricos são fontes potenciais de infecção, embora o risco seja maior com os cateteres centrais. O risco de infecção aumenta com o aumento do tempo da utilização docateter e é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso do RN. O aumento do risco de infecção também está associado com o grau de manipulação do cateter, com a quebra na manutenção do sistema fechado para administração de drogas e hemoderivados e curativos, bem como a duração da hiperalimentação com fluidos e emulsões lipídicas.
Apesar das suas muitas utilizações, cada tipo decateter carrega um
significativo potencial de risco de danos substanciais. A boa técnica de inserção, o rápido reconhecimento das complicações e a adequada gestão dos cuidados com o cateter irão minimizar os prejuízos e as complicações relacionadas com o cateter central.

CATETERISMO DE VASOS UMBILICAIS


PREPARO DO PACIENTE:
• Medir a distância entreo ombro e o umbigo
• Aquecimento adequado
• Monitorização contínua
• posicionar o paciente em decúbito dorsal e fazer contenção dos membros

MATERIAL:
1. Mesa auxiliar
2. Campos estéreis amplos; utilizar dois se necessário
3. Gorro, luvas estéreis, máscara
4. Gaze estéril
5. Clorexidina alcoólica a 0.5%
6. Clorexidina degermante a 2% ou 4%7. Solução de heparina 0,25 U/ml de SF 0,9%


Bandeja com Material de Cateterismo propriamente dito:
8. tesoura reta
9. pinça
10. fórceps de íris
11. porta agulha
12. bisturi com lâmina reta
13. pinça tipo Hartman reta
14. cadarço umbilical
15. fio de sutura de seda 4 – 0
16. seringas de 5 e 10 ml
17. torneiras de três vias
18.cateteres adequados para o paciente
19. água destilada ou solução fisiológica a 0,9%



Durante a inserção do cateter venoso ou arterial central utilizar sempre técnica asséptica com emprego de máximas precauções de barreira estéreis:
- Usar gorro, máscara (até 1 metro de distância ao redor do procedimento), roupão estéril de mangas longas, luvas estéreis, grandes...
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