primavera arabe

Páginas: 146 (36305 palavras) Publicado: 20 de setembro de 2013
em

Português

Volume 1, Número 2, Outubro de 2012

Dossiê Primavera Árabe
As Linguagens das Revoluções Árabes
Abdou Filali-Ansary

Por que não há Democracias Árabes?
Larry Diamond

A Transição na Tunísia e a Mútua Tolerância
Alfred Stepan

Dossiê Sudeste Asiático
Reforma Econômica e Autoritarismo
no Vietnã, Laos e Camboja
Martin Gainsborough

Estados Fortes e Democratizaçãona Malásia e Singapura
Dan Slater

CONSELHO EDITORIAL

Bernardo Sorj
Sergio Fausto
Diego Abente Brun
Mirian Kornblith
CONSELHO ASSESSOR

Fernando Henrique Cardoso
Antonio Mitre
Larry Diamond
Marc F. Plattner
Simon Schwartzman
TRADUÇÃO

Elis Lavanholi
REVISÃO TÉCNICA

Rodrigo Brandão

Apresentação

Este segundo número do Journal of Democracy em Português traz
doisconjuntos de artigos. O primeiro se refere às visíveis mudanças
políticas no convulsionado mundo árabe. O segundo, às praticamente
invisíveis perspectivas de mudança política em sólidos regimes não
democráticos do Sudeste Asiático.
O interesse pela chamada “Primavera Árabe” quase dispensa
justificação. Até dois anos atrás, quando protestos pró-democracia
tomaram as praças de Túnis e do Cairo,ninguém acreditava que as
longevas autocracias da Tunísia e do Egito estivessem perto do fim.
Hoje a pergunta é se serão realmente democráticos os regimes que
se estão erguendo naqueles dois países, bem como na Líbia. E se as
mudanças que se iniciaram no Norte da África poderão alastrar-se
pelo Oriente Médio.
Essas questões são abordadas, respectivamente, por Alfred Stepan, em “A Transição naTunísia e a Mútua Tolerância”, e por Larry
Diamond, em “Por que não há Democracias Árabes?”. Stepan é
professor da Universidade de Columbia, em Nova York, e se destacou no estudo comparativo de transições para a democracia em
países do Ocidente, entre eles o Brasil. Faz dez anos, suas atenções
se voltaram para o mundo árabe. Desde então, Stepan sustenta o
argumento de que a infrequência dedemocracias no mundo árabe
se explica menos pela existência de populações majoritariamente
mulçumanas e mais pelas estruturas sociais e políticas associadas
ao controle familiar-estatal sobre fontes abundantes de petróleo.
O autor encontra na Tunísia, país de maioria mulçumana e pobre
em petróleo, mais um exemplo a sustentar sua tese. No artigo aqui
publicado, ele reconstrói a tessitura dosacordos que permitiram a
deposição relativamente incruenta de Ben Ali e a transição pacífica

para a democracia. A narrativa é pontuada por referências a entrevistas por ele realizadas com líderes políticos da chamada “Revolução de Jasmim” ao longo de 2011.
Stepan identifica nos acordos políticos da transição tunisiana a
formação do que ele chama de uma tolerância mútua. De um lado,
aaceitação, por parte dos cidadãos religiosos, de que apenas as
leis constitucionais - e não supostas leis divinas - podem limitar
a liberdade de decisão dos chefes de governo e parlamentos democraticamente eleitos. De outro, a aceitação, por parte do Estado
laico, de que os cidadãos religiosos têm o direito de se organizar e
manifestar politicamente com base nos valores de suas crenças religiosas. Parao autor, o desenvolvimento da “mútua tolerância” seria
indispensável à consolidação da democracia na Tunísia. Embora
ainda em aberto, Stepan é otimista em relação a essa possibilidade.
Otimismo que não se repete em relação ao Egito, por razões que o
leitor encontrará no artigo.
Em “Por que não há Democracias Árabes?”, Larry Diamond segue a mesma trilha de Stepan e se aprofunda nas causas dainexistência de democracias em países árabes com grande produção e exportação de petróleo. Embora esse artigo tenha sido escrito em 2010, antes
portanto do início da “Primavera Árabe”, decidimos inclui-lo porque
os Petroestados árabes continuam incólumes às mudanças desencadeadas a partir da Tunísia e do Egito. Os países da Península Arábica,
com a Arábia Saudita ao centro, constituem ainda...
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