Pedagoga

Páginas: 5 (1093 palavras) Publicado: 28 de abril de 2013
Família e escola juntas na inclusão

Até o ano passado, Márcia Pereira de Souza, professora da EMEIEF Ruth Rocha, em Ji-Paraná, a 380 quilômetros de Porto Velho, não acreditava na inclusão. "Se crianças com deficiência não aprendem como as demais, por que colocá-las em classes regulares?", pensava. Ela até as aceitava em sua sala, mas achava que apenas observar os "normais" bastaria para oaluno não se sentir excluído. Agora ela é apaixonada por educação inclusiva. Quem a fez mudar de ideia foi Tânia Regina Pessoa Martins, mãe de Patrick Nerys, 9 anos, que vibrava a cada nova palavra que o menino, que tem paralisia cerebral, aprendia a ler e a escrever e nunca duvidou do potencial do garoto. Hoje Patrick cursa a 2a série. "O diálogo entre a família do aluno com deficiência e o professoré fundamental para o desenvolvimento da criança", explica Eliane Mauerberg-deCastro, coordenadora do Programa de Educação Física Adaptada da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro, no interior de São Paulo. Márcia e Tânia contam, a seguir, como uma ajudou a outra no processo de aprendizagem de Patrick.
 
NOVA ESCOLA - Como foi a aproximação de vocês quando o Patrick entrou na escola?Márcia - Quando Tânia me contou que o menino tinha paralisia cerebral, perguntei à direção por que ele havia sido matriculado na minha sala se não era capaz de aprender. Eu tinha 25 alunos para alfabetizar e muito medo de que o índice de reprovação da turma aumentasse. Com as conversas diárias com Tânia, sempre cheia de esperança, fui percebendo que o trabalho de inclusão poderia dar certo. Elaperguntava o que o filho havia aprendido e comemorava as pequenas conquistas dele. Isso me contagiou.
Tânia - Márcia era a terceira professora de Patrick, e com todas elas meu procedimento foi o mesmo: expliquei detalhadamente o que ele tem, deixei o laudo médico na escola para consulta e contei que ele pode fazer quase tudo na sala de aula. Márcia estava apreensiva, mas demonstrava interesse emajudar.
NOVA ESCOLA - Como foram os primeiros dias de aula?
Márcia - Foram difíceis. Eu ficava incomodada por Patrick não ter o mesmo ritmo das outras crianças. Ele rolava no chão, derrubava objetos, batia na cabeça dos amigos e ainda ria quando eles choravam. Cheguei até a pedir que ele voltasse para a pré-escola... Meu erro foi querer que ele agisse como os outros. Quando fui me informar sobreinclusão, comecei a perceber as diferenças e, junto com Tânia, procurei uma psicopedagoga.
Tânia - Meu filho sempre foi maior que os colegas e machucava os outros com suas brincadeiras. Todos reclamavam muito. Eu o repreendia quando isso acontecia e dizia a Márcia para fazer o mesmo. Inclusive levá-lo à diretoria se fosse preciso. Deixei claro que ele devia ser tratado como os demais.
NOVA ESCOLA - Otrabalho didático feito na escola precisa ser reforçado em casa?
Márcia - Às vezes, sim, como na fase de alfabetização. Nesse período, ele faltou muito às aulas de reforço por causa do efeito dos remédios, que dão sono e cansaço. Montei então uma estratégia para ele estudar em casa e Tânia topou ajudar. Perguntei o nome das pessoas e dos bichos de que ele gostava e escrevi cada um numa folha depapel, com as iniciais em letras maiúsculas. Tânia colou as folhas no quarto do filho e lia com ele todos os dias. Um dia ele chegou feliz da vida porque descobriu que macaco começa com a mesma letra do meu nome. Sugeri também a Tânia que, quando fossem ao supermercado, ela mostrasse os produtos e lesse os rótulos para ele.
Tânia - Estou sempre por perto para orientar no que for necessário. Gostode observá-lo e contar à professora como ele reagiu em cada atividade.
NOVA ESCOLA - Quais informações sobre o aluno são importantes para a escola?
Márcia - Todas as informações são fundamentais. Um dia, um dos meus alunos teve problemas para respirar e eu não sabia como acalmá-lo. Teria sido diferente se a mãe tivesse me avisado do distúrbio. Os pais podem nos ajudar a entender por que o...
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