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Páginas: 29 (7157 palavras) Publicado: 25 de maio de 2015
MOENDO
GENTE
a situação do trabalho nos frigoríficos

Expediente
ONG Repórter Brasil
Presidente: Leonardo Sakamoto
Conselho diretivo: Claudia Carmello Cruz, Fernanda Sucupira Gomes, Julián Miguel Barbero Fuks,
Paula Monteiro Takada, Rodrigo Pelegrini Ratier
Conselho fiscal: Beatriz Costa Barbosa, João Caldeira Brant Monteiro de Castro,
Luiz Guilherme Barreiros Bueno da Silva
Coordenadores deprogramas: Daniel Santini (Agência de Notícias), Marcel Gomes (Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis),
Natália Sayuri Suzuki (Escravo, nem pensar!)
Caderno temático “Moendo gente: a situação do trabalho nos frigoríficos”
(publicação do programa Escravo, nem pensar!)
Equipe Escravo, nem pensar!: Carolina Motoki, Fernanda Broggi, Marina Falcão, Natália Suzuki, Thaís Favoretto e Thiago CasteliCoordenação editorial: Carolina Motoki e Natália Suzuki
Pesquisa: André Campos e Carlos Juliano Barros
Redação: Carlos Juliano Barros
Seção “Mão na massa”: Thaís Favoretto e Thiago Casteli
Pesquisa de imagem: Anali Dupré
Projeto gráfico: Gustavo Ohara
Assistente Financeira: Fabiana Garcia
Assistente Administrativa: Maia Fortes
www.reporterbrasil.org.br | www.escravonempensar.org.br
Impresso no Brasil| 2 mil exemplares | Distribuição gratuita | 2013
Todo conteúdo da Repórter Brasil pode ser copiado e distribuído, desde que citada a fonte.
Copyleft – licença Creative Commons 2.0

MOENDO GENTE: a situação do trabalho nos frigoríficos

Sumário
Apresentação | p. 4
Cadeia produtiva | p. 6
CARNE, OSSO
Você conhece alguém que trabalha em frigorífico? Consegue imaginar como é o trabalho
em umfrigorífico? | p. 8
Quais são os principais perigos à saúde do trabalhador de um frigorífico? | p. 10
E o psicológico dos trabalhadores? | p. 12
Não existem leis para proteger a saúde dos trabalhadores de frigoríficos? | p. 13
MERCADO
Quem comanda o negócio das carnes no Brasil? | p. 15
E o governo? Ele apoia os grandes frigoríficos? | p. 19
DiREiTOS DO TRABALHADOR
O que fazer, então, para melhorar ascondições de trabalho em frigoríficos? | p. 20
Por que é preciso mudar? | p. 21
Dá para chamar de escravidão o trabalho em um frigorífico? | p. 22
Mão na massa
Debate televisivo sobre frigoríficos | p. 23

Apresentação

As duas caras das indústrias de carnes no Brasil:
O setor gera

Que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, a maior parte das pessoas já sabe. Aliás,
estamosacostumados a ver essa propaganda na televisão. E, de fato, isso é motivo de orgulho para o nosso país.
Porém, existe uma parte preocupante dessa história que raramente é contada.
Provavelmente, quem compra uma picanha, uma linguiça ou um filé de frango no supermercado também não
imagina que, por trás do pacote bem embalado, existam histórias de milhares de trabalhadores que adoecem e se
lesionamgravemente todos os dias nas linhas de abate de bovinos, suínos e aves. Graves cortes com facas, além de
doenças causadas por movimentos repetitivos e pela exposição constante ao frio, fazem parte do duro cotidiano dos
trabalhadores dos frigoríficos brasileiros. Este caderno temático produzido pelo programa Escravo, nem pensar!, da
ONG Repórter Brasil, traz à tona justamente essas históriasescondidas.
Não há dúvidas quanto à importância da indústria de carnes para a economia brasileira. Porém, é preciso conter
a euforia e analisar esse fenômeno com olhos críticos. Se os dados econômicos vão muito bem para as empresas do
setor, o mesmo não se pode dizer dos indicadores sociais. Estatísticas oficiais do próprio governo federal mostram
que trabalhar em um frigorífico é comprovadamente umaatividade de risco.

750 mil
POSTOS de
TRABALHO

– Quem se beneficia com o fato de o Brasil ser o maior produtor mundial de carne?
– Será que vale a pena manter um sistema que adoece e lesiona tantos trabalhadores só
para inflar nossas exportações?
– E, no final das contas, quem paga o pato?

4

chegam a

150
países

EXPORTARAM

15,64

bilhões

$

de dólareS

NO MUNDO

Porém, comparado a outros...
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