O pensamento indiano

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O pensamento indiano: a luta na construção de identidade no filme Passagem para a Índia




Resumo

Este estudo visa elucidar as relações no que concerne o pensamento capitalista ocidental representado pela Inglaterra Imperial e o pensamento oriental indiano no contexto histórico colonialista no filme Passagem para a Índia baseado no romance do escritor inglês Forster (1924). Como se deupor parte dos indianos o recebimento das decisões tomadas pela Inglaterra imperialista? A questão é de suma importância trazendo impactos e consequências para o povo indiano. O principal personagem indiano Aziz cruza as fronteiras culturais, sociais e religiosas impostas pelo imperialismo questionando-as na tentativa de resgatar de forma heroica a identidade de seu povo. Neste cenário, iremosanalisar a relações entre Inglaterra e Índia - colônia alicerçados na teoria maniqueísta dominante x dominado, riqueza x pobreza, profano x religiosidade. A fundamentação teórica para este trabalho baseiam -se em Fanon (1961), Said (1978), Memmi ( 1967) que tratam da alegoria maniqueísta e afirmam que o colonizador inglês impunha seus valores políticos, sociais e religiosos explorando o povo indiano,sua terras e riquezas.



Introdução

Nosso estudo visa elucidar as relações no que concerne o pensamento capitalista ocidental representado pela Inglaterra Imperial e o pensamento oriental indiano no contexto histórico colonialista no filme Passagem para a Índia baseado no romance do escritor inglês Forster (1924).
O que pretendemos é recontar uma história do colonizador comênfase no colonizado, pois o colonizado é agente do processo, e como agente, ele fala, sente e tem o que dizer a respeito de seu povo. Investigaremos o que o filme tem a dizer a respeito das lutas por conquistas de poder, a imposição de valores, políticos, sociais e religiosos e seus impactos na filosofia religiosa indiana.
A Índia sempre esteve acostumada a invasões no século XVII e aos saques dosinvasores em busca por posses de terra, sejam esses invasores huns, árabes, persas tártaros ou gregos, nenhum desses grupos tiveram sucesso em dominar a Índia até a Inglaterra chegar e entrar em cena.
A colonização inglesa na Índia foi construída durante séculos e hoje se configura como a nação mais invadida da história da raça humana. Há mais de 2.000 A.C, a Índia também já foi colonizada porMongóis, Árabes, Portugueses, Romanos e dentre tantos outros povos, foi saqueada, dominada por povos sedentos pela superioridade, pela anexação de terras e pelo poder.
Tal literatura tem ainda como objetivo explorar a problemática existente numa época de guerras por independência política e deslocamento do equilíbrio de poder entre civilizações.
Para que pudéssemos compreender asrelações de poder existentes do Ocidente no Oriente fizemos uso do filme Passagem para India escrito por E. M. Foster (1924), por ser uma oportunidade de exemplificarmos na literatura colonial inglesa os conflitos e os impactos sofridos pelos indianos e assim compreendermos os antecedentes históricos da Índia enquanto colônia submissa a outras nações.


1. As relações Internacionais que permeiam o filmeUma passagem para Índia.

O filme A Passage to India adaptado da obra de Foster (1924), se insere em um contexto conturbado e de corrida expansionista onde as grandes potências do continente europeu procuravam por meio de uma política externa imperialista maximizar o seu poder político-econômico no Sistema Internacional.
A Inglaterra era considerada a grande potência hegemônica,contudo não havia unilateralismo inglês nas Relações Internacionais no contexto em que a já referida obra literária nos foi apresentada. O que havia na realidade segundo Saraiva (2007) era “uma sociedade internacional de múltiplas independências moderadas e administradas por um pool hegemônico de controle político” (SARAIVA, 2007, p.p. 46-47).
No primeiro momento em que assistimos ao filme,...
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