O nome da rosa

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“O NOME DA ROSA”, DE UMBERTO ECO



Trabalho de graduação apresentado à disciplina de Introdução ao Estudo e Pesquisa em Administração, do curso de Administração da Universidade Estadual de Maringá.



Professor:
Maurício Reinert.

Maringá
2013

1) No texto em questão, Frei Guilherme afirma que aciência não consiste somente em fazer aquilo que se deve ou pode fazer, mas também que se pode conhecer algo que se poderia fazer, mas que não se deva fazer em virtude do que se sabe que é o certo ou o errado.
Desta forma, o frade quer dizer que com o conhecimento da ciência, seu uso não se restringe apenas em usá-la de forma a atingir benefícios, avanços e qualidade de vida entre outros, mas autilizá-la para fins prejudiciais, ou em benefício próprio. Com isso, Frei Guilherme pressupõe que não se deve fazer mau uso do conhecimento por que se deve saber o que não se pode fazer com ele, tendo em vista as consequências que podem decorrer de tal ato.
A Igreja, no período medieval, era o poder que determinava e ao mesmo tempo dominava o conhecimento, e com isso pode-se fazer uma alusão àbiblioteca da abadia, como quando o frade diz que o local abriga segredos encobertos e por isso o sábio deve ocultar segredos a fim de que não se faça deles mau uso, e, portanto era um local cujo acesso não era permitido para impedir questionamentos acerca das realidades impostas pela Igreja, pois ali prevaleciam as práticas dogmáticas, para que houvesse a fé cega e obediente à instituição religiosa e asverdades não fossem reveladas. Guilherme fala disto quando diz que o sábio deve ocultar segredos que precisam ser descobertos, para não serem usados erroneamente, e afirma considerar a biblioteca um lugar de segredos.
Na atualidade, por exemplo, a ciência é usada tanto para pesquisa em tratamentos e curas de doenças, trazendo grande avanço na medicina, como para dispositivos tecnológicos quemelhoram a qualidade de vida da população. Por outro lado, entretanto, é usada para desenvolver armas nucleares, substâncias corrosivas, venenosas e tóxicas, ou até mesmo usinas que provocam forte impacto ambiental.
Portanto, tudo isto se resume ao receio do mau uso da sabedoria e dos recursos provenientes da ciência, ou seja, o medo de que o novo, o ainda não experimentado pudesse ser usado parafins nocivos, resultando não apenas em conflitos, mas na perda de credibilidade da palavra máxima da ordem eclesiástica, pois quanto mais se sabe, mais se questiona, e quanto mais se questiona, menos controle se tem dos sábios, ou das descobertas que deveriam permanecer em segredo.

2) Frei Guilherme, ao responder a pergunta de Adso afirma que para saber as respostas às suas indagações epesquisas, não é necessário entender ou separar os monges em bons ou maus, pois isso não o levaria aos fatos dos crimes e nem às pistas por eles deixadas, mas era preciso encontrar os autores das pistas, independentemente de parecerem inocentes, mas com o fim de entender e justificar a razão de seus atos, como por exemplo, era preciso saber quem estava no escritório e quem havia pegado os óculos paraassim ligar os acontecimentos e encontrar soluções lógicas para desvendar os fatos.
Com isso, o frei faz o que faz de melhor, isto é, investiga a situação, por que sabe o que faz e por que o faz, mas ao mesmo tempo, não conhece o motivo de saber o que sabe, e por isso se sente tão inseguro de sua verdade, mesmo crendo nela.
Assim sendo, se Guilherme não possui conhecimento da razão de saber o quesabe, ele não tem uma razão concreta e substancial para provar a verdade em que acredita, mas continua ainda assim acreditando na sua verdade, pois até então soube o que fazia e por que o fazia.
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