O homem moralmente livre em kant.

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O homem moralmente livre em Kant.


INTRODUÇÃO

Para Kant o homem é um ser com uma dupla natureza, dimensão animal e natural, sujeita ao determinismo natural condicionada e dimensão racional, independente dos sentimentos e dos instintos animais, incondicionada verdadeiramente livre.
A razão pode escolher sem estar submetida às condições materiais da existência humana, porque possui apossibilidade de fundar as tomadas de decisão em princípios a priori.
O ser humano deve orientar as suas escolhas morais pela ideia de Dever que assenta na obediência a esses princípios a priori; e essa obediência não é uma limitação da liberdade, mas, pelo contrário, a garantia de que somos sempre livres ao agirmos, uma vez que nos guiamos pela nossa Razão e não estamos submetidos airracionalidade das nossas tendências animais e egoístas.
O Dever Moral apresenta-se ao ser humano sob forma de um Imperativo, um mandamento que não depende de condições.
“Age de tal modo que a máxima da tua vontade possa valer sempre ao mesmo tempo como princípio de uma legislação universal”, é a fórmula mais adequada que Kant se refere ao imperativo categórico.
O imperativo categórico éindependente das circunstâncias, sendo válido de forma incondicionada em todas as sociedades e em todas as épocas.
Só uma vontade que se submeta de forma incondicionada ao Dever Moral pode ser designada, com propriedade, como uma BOA VONTADE.
O agir moralmente se funda exclusivamente pela razão; a autonomia dela
( razão) supõe a liberdade e o dever.

Os princípios práticos

Kant distingue no serhumano, duas dimensões, que são: irracional e racional. Na dimensão irracional , o ser humano está condicionado à irracionalidade dos sentimentos e interesses egoístas; e na sua dimensão racional, o homem é incondicionalmente livre, guiado exclusivamente pela razão para fazer as escolhas:
[...] sem qualquer mistura de fundamento empírico da determinação,seja por si só também prática,isso teveque expor pelo uso prático mais vulgar da razão , atestando o supremo princípio prático como um princípio desse teor, conhecido completamente a piori por toda razão humana natural, independente de qualquer dado sensível como lei suprema da sua vontade. (KANT,p.89,1959)

É importante salientar que o homem quando faz uso da razão para escolher, ele não se submete ao determinismo natural, aosdesejos e nem aos interesses egoístas.
Segundo o filósofo alemão, a razão é suficiente por si só, sem o auxílio de impulsos sensíveis para mover a vontade, em outras palavras, a razão é capaz de determinar a vontade, pois, “Admitindo-se que a razão pura possa encerrar em si um fundamento prático, suficiente para determinação da vontade, então há leis práticas [...].” (KANT,p.31,1959)
Os princípiospráticos são chamados de regras gerais, ou seja, determinações gerais da vontade(determinações universais da vontade), essas que se encontram diversas regras práticas mais peculiares e particulares.Podemos pegar como exemplo : “[...] um princípio prático é o seguinte: “ cuida de tua saúde”; entretanto, sob esse princípio encontram-se algumas regras específicas mais particulares, como, por exemplo,as seguintes: “ pratica esportes”, “alimenta-te adequadamente”, “evita o cansaço excessivo” etc.” (REALE,p.379,2004)
Os princípios práticos são subjetivos e objetivos; sendo respectivamente “máximas” e “imperativos”. As máximas valem para o sujeito, cuja, condição é considerada como verdadeira, somente para a sua vontade, ou seja, valem apenas para os sujeitos que a propõem, portanto,subjetiva.Ao contrário, os imperativos são leis práticas em que a condição é objetiva e válida para a vontade de qualquer ser racional, em outras palavras, são válidas para qualquer e todo homem.
Os imperativos podem ser de dois tipos: “hipotéticos” e “categóricos”. São imperativos hipotéticos , quando determinam a vontade condicionada para se a alcançar tais fins e objetivos, como, por exemplo, “se...
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