O estado

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ESTADO NACIONAL: PERSPECTIVAS PARA UM NOVO DEBATE
NATIONAL STATE: PERSPECTIVES FOR A NEW DEBATE

Lorena Irmão
Josué Santos

INTRODUÇÃO
O Estado, compreendido como organização política de uma sociedade, pode ser resgatado ainda na antiguidade, como por exemplo, a Pólis da Grécia e a Civita de Roma. No entanto, o emprego do nome Estado, como referência à ordem pública constituída, foiusado pela primeira vez no século XV na Inglaterra, sendo posteriormente estendido à França e Alemanha e, finalmente, adentrou a literatura moderna com Maquiavel.
Esse artigo, portanto, tem por objetivo trabalhar as formulações teóricas fundamentais a cerca do conceito de Estado, e busca entender o papel que este tem desempenhado no desenvolvimento nacional como principal indutor, com destaque paraseu papel regulador e alocador de recursos em áreas consideradas estratégicas. O artigo foi desenvolvido em três fases distintas: revisão bibliográfica, pesquisa em livros, artigos científicos e internet e análise das informações e conclusão.
A necessidade de uma compreensão aprofundada do conceito de Estado nos conduz irremediavelmente as concepções dos autores clássicos. Sendo assim, paramelhor compreendermos que conceito pode servir de base para a análise aqui proposta, devemos entender a concepção de Estado de três grandes teóricos: Marx, Weber e Gramsci.
A tarefa indubitavelmente não será fácil. Entretanto, ao centralizarmos o debate nas acepções desses teóricos, tornamos menos tortuosa e obscura essa caminhada, uma vez que, essa análise possibilita utilizarmos o conceito deEstado mais adequado para entendermos os processos vigentes no Brasil.
A abordagem teórica para entender esse conceito segue a seguinte perspectiva: 1) o método adotado aqui para a análise do conceito de Estado, é o método histórico-crítico (pode ser considerado em parte, como refinamento teórico do método histórico). O método histórico-crítico é definido por Bobbio (2000, p. 425): De uma parte,como método destinado a dar ao fenômeno que se quer estudar a necessária espessura conceptual e, de outra parte, a marcar as exatas fronteiras dentro das quais se pode usar homogeneamente tal conceito (grifos nosso).

Nessa análise buscamos delinear a “necessária espessura conceptual” do conceito de Estado evidenciando os aspectos principais das teorias marxiana, weberiana e gramsciana. Outroimperativo consiste em “marcar as exatas fronteiras” em que pretendemos utilizar tal conceito, ou seja, estabelecer a correlação adequada do conceito de Estado, e de suas formas específicas em um determinado tempo histórico. o trabalho está organizado da seguinte forma: primeiramente elenca-se os aspectos principais do surgimento do Estado Moderno, contextualizando a temática proposta.Posteriormente, destaca-se os aspectos principais das teorias marxiana, weberiana e gramsciana do Estado, e partir daí é possível formular as considerações da pesquisa.

2.1. O Estado em Marx

Considerando a “fragmentaridade” e a dispersão ao longo de um período de mais de trinta anos dos escritos marxianos sobre o Estado, frequentemente ocorre que as teses que estes apresentam concisamente sãoexpostas de forma ocasional e polêmica, isto é, toda reconstrução rigorosa da teoria marxiana do Estado corre o risco de ser deformante ou, pelo menos, unilateral (BOBBIO, 2000, p.738). Evidentemente não é esse nosso objetivo.
Em suas obras da juventude, Marx estabelece sua análise baseando-se na relação existente entre indivíduo e Estado, dialogando criticamente com a concepção hegeliana, posto que:Para Hegel o Estado é a manifestação da razão universal no seu momento de espírito objetivo, isto é, na sua realização enquanto obra coletiva do espírito humano. Desta forma, a sua razão de ser é permitida a plena realização da racionalidade e, assim, o desenvolvimento da vida social num plano universal. De sorte que o Estado se constitui como sujeito racional encarnando, acima da sociedade,...
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