O desenvolvimento fetal e sua psique

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  • Publicado : 21 de setembro de 2012
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Introdução

O presente trabalho busca apresentar e correlacionar uma reportagem da revista Super Interessante, que aborda a psicologia no tema do psiquismo fetal, com o conteúdo visto em sala de aula: A psicologia como profissão; A multideterminação do humano e A evolução da ciência psicológica.
A escolha da reportagem foi dificultada pois a psicologia aborda muitos temas em áreas diversas, noentanto o fato de já ser mãe me sensibilizou para essa vertente da psicologia que trata do psiquismo fetal.
A bibliografia sobre o tema é vasta, de profissionais nacionais e internacionais, mas não me detive a nenhuma delas pelo fato de que o objetivo do trabalho é correlacionar a reportagem com outros conteúdos. Realizei a leitura de diversos artigos sobre o assunto para ter mais segurança emredigir sobre o mesmo.
Faz-se indispensável, a meu ver, o esclarecimento do termo psique. O adotado foi o do dicionário Aurélio:
Psique: Conjunto de fenômenos da vida mental, e que inclui processos conscientes e inconscientes.
O psiquismo fetal é o estudo multiprofissional da concepção, do desenvolvimento e do nascimento do feto que explica como ele adquire seus sentidos, sentimentos, emoções epersonalidade. O estudo é multiprofissional pois o psicólogo não trabalha sozinho nessa investigação, obstetras, neurologistas, geneticistas e psiquiatras também estão presentes na realização das pesquisas.
A psicanálise está voltada a investigar experiências emocionais passadas e algumas dessas experiências podem ter ocorrido na vida intra-uterina.
Logo abaixo segue a reportagem de DenisRusso Burgierman que esclarecerá o assunto e na seqüência a relação com o conteúdo dado em sala de aula.

Capítulo 1- reportagem: O feto aprende

Não é só o corpo que se forma durante a gravidez. A personalidade, a inteligência e os traumas também estão em gestação.
Por Denis Russo Burgierman
Imagine como seria passar nove meses trancado em uma sala escura e morna, dormindo 16 horas por dia.O lugar, apertadinho, sem ser desconfortável, é envolvido por uma marcação de tambor constante, que não pára nem durante a noite, e por um barulho esquisito de líquidos borbulhando. Você ouve, sem poder entender, conversas abafadas do lado de fora, nas quais predomina sempre uma voz feminina clara, que parece vir de todos os lados ao mesmo tempo. Não há muito o que fazer lá dentro além de brincarcom o saco transparente que te embrulha e beber o líquido quase sempre doce à sua volta.
Você já passou por isso, é óbvio — durante a sua gestação. E hoje se sabe que esse período marcou você para sempre, moldando o seu jeito de ser, os seus medos e o seu humor. A velocidade daquela batida de tambor, o carinho ou o desprezo expressos nas vozes difusas, o gosto do líquido e outros estímulos maissutis são tudo o que um feto conhece até o parto. Se essa experiência for agradável, tudo vai evoluir para uma criança tranqüila e sensível. Se não, a gravidez pode provocar distúrbios psicológicos graves, até mesmo esquizofrenia e autismo.
Desde o começo da gestação, os sentimentos e os humores maternos afetam o filho, que está exposto aos mesmos hormônios que ela. Fetos rejeitados sãocandidatos sérios a distúrbios de comportamento.
 A sala escura onde você ficou trancado é o útero de sua mãe e a batida de tambor é o coração dela. Os borbulhos que você ouviu vêm do intestino materno. As vozes abafadas são as conversas lá fora, que chegaram até você a partir do quarto mês da gravidez, quando seus ouvidos começaram a funcionar. A voz que predomina é a da sua mãe, porque alcança seusouvidos por dois caminhos diferentes: vinda de fora, propagada pelo ar, e transmitida pelo corpo, direto das cordas vocais dela até você.
"Para a criança, essas coisas não são simples estímulos", diz a psicóloga Vera Iaconelli, professora da Universidade Paulista (Unip) e especializada em psiquismo fetal. "Aquilo é a vida, é tudo." Por isso, se a gestação for desagradável, a criança já vai sair do...
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