O cotidiano que queremos pensar

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  • Publicado : 10 de março de 2013
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Discussões do grupo de estudo

“É, no entanto, mais salutar para o pensamento caminhar no estranho que instalar-se no óbvio”. (Heidegger)
“A vida, no que tem de melhor, é um processo que flui, quese altera e onde nada está fixado”. (Carl Rogers, Tornar-se Pessoa)


1º Tema: O cotidiano que queremos pensar

A impossibilidade de separar o homem do mundo que habita. Não há como pensar nestehomem separado do mundo. Ao existir o homem compreende o ser. E o homem existe onde?
O que é mundo afinal?
Onde as possibilidades do homem de ser junto às coisas, ser junto ao outro e ser emfunção de si mesmo.
Homem e mundo: falam o mesmo fenômeno.
Aí vimos fotos das Crianças do Exodo, de Sebastião Salgado.
De que mundo falamos ao olhar para estas fotos? Que mundo criamos para estascrianças a partir do nosso olhar?
Esta nossa criação já revela um conhecimento próprio de um mundo próprio. Mundo construído a partir da percepção, mas que a ultrapassa. Ao ultrapassar passa pela ocupação,pelo uso que fazemos dos instrumentos que temos à mão. Ao olharmos estas fotos pensamos nas possibilidades que imaginamos que tenham partindo do olhar para nosso dentro e nosso fora. Aqui pensamos emHeidegger e na sua descrição fenomenológica do caráter próprio: uma ideia antecipada do que encontrariam no mundo, se fossem lançadas neste nosso mundo que favorece nosso pensar.
Esticando além dasfotos:
Na exposição grudada na TV desligada aquelas crianças participam do nosso cotidiano. Por que pensei assim?
Temos para a compreensão do cotidiano aquilo que temos à mão, aquilo com o qual nosrelacionamos. Falamos de ser-no-mundo e as coisas que estão à mão, sabemos de sua serventia. Usamos as coisas para isto ou para aquilo.
Aí coube o texto do Verissimo: Estragou a televisão. É naserventia do aparelho que o casal passa a discutir e a descobrir seu ser-isto ou ser-aquilo. Neste cotidiano interrompido a ser-para das coisas se descobre.
No texto: como se a televisão estivesse ali...
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