A violencia

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  • Publicado : 15 de julho de 2012
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A Violência contra o idoso:


Vivemos dias de grande avanço tecnológico, o que possibilita maior qualidade de vida e de saúde. Esse avanço, obviamente bom, traz consigo um problema– o envelhecimento populacional em todo o mundo.


O progresso inegável da medicina tem permitido que a população idosa alcance padrões de bem-estar nunca vividos antes; medicamentos,tecnologias de diagnóstico, recursos de intervenção sobre o corpo permitem prolongar a saúde, reduzir a doença e, com isso, aumentar a autonomia física do idoso. Porém, as pessoas e instituições não estão preparadas para lidar com as questões sociais e psíquicas típicas do envelhecimento, gerando um conjunto de sofrimentos socialmente impingidos aos idosos. Destaca-se aí a violência, que aumenta muito emtodo o mundo.


Nos EUA, mais de dois milhões de idosos sofrem maus-tratos a cada ano; dados disponíveis indicam que apenas 19% dos casos chegam a conhecimento público, percebidos por vizinhos ou policiais. Quatro em cada cem idosos canadenses sofrem algum tipo de violência; como é típica nos casos de violência em família, à maioria dos sofrimentos impingidos a idosos no ambientedoméstico não é registrada.


A velhice, antes tida como questão privada, integra-se à agenda pública com a contribuição da Gerontologia.


O arcabouço normativo atual se admite, de forma consensual, que os cuidados para com os idosos são de responsabilidade conjunta da família, da sociedade e do Estado; assim, revisita-se a centralidade da família, tendo o estado como apoio.Parece razoável que o idoso seja destinatário do cuidado prioritário na família, já que ali é que se desenvolvem e exercem os vínculos básicos do indivíduo e se confere identidade ao sujeito.


Contudo, não se deve olvidar que naquela pequena célula social se dão inúmeras formas de violência contra seus os membros mais frágeis, entre os quais estão as mulheres, crianças e os idosos.Não se deve, porém acreditar que a violência dirigida ao idoso é de interesse exclusivo do espaço privado. Se o lar é o epicentro dessas violências, por outro lado há que se reconhecer a participação da sociedade contemporânea, que coloca novas demandas na vida familiar, alterando os papéis sociais tradicionais e as estruturas que sustentam a vida familiar.


Há poucas décadas, amulher desempenhava o papel de cuidadora sem acumular as tarefas que hoje se lhe impõem. Familiares próximos não cuidam mais de seus ascendentes, dando azo a que se verifique hoje altos índices de violências contra idosos ocorrendo por conta da convivência de diferentes gerações na mesma unidade doméstica. Evidência de que o convívio plurigeracional já não pode mais garantir uma velhice bem sucedida.O prolongamento da vida fez surgirem dificuldades próprias do envelhecimento como o convívio com portadores das muitas doenças degenerativas que atingem os idosos, comumente caracterizadas pelo declínio cognitivo.


Assim, o idoso tem sua imagem associada à decadência, à perda de habilidades cognitivas e de controles físicos e emocionais, fundamentos importantes daautonomia dos sujeitos. Várias doenças crônicas colocam-nos em situação de dependência, demandando cuidados para os quais a família nem sempre está disponível.


Nesse processo, o idoso ganha o status de objeto da técnica médica, que tende a tratar os processos biológicos do envelhecimento à parte de parâmetros culturais e sociais.


Neste contexto, cria-se um caldo decultura que impulsiona a violência, esta sendo entendida como um ato (único ou repetido) ou omissão que cause dano ou aflição ao idoso e que se produz em qualquer relação na qual exista expectativa de confiança (Rede Internacional para a Prevenção dos Maus Tratos contra o Idoso).



TIPOS DE VIOLÊNCIA



As violências contra o idoso manifestam-se de três formas principais:...
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