A vida na escola e a escola da vida

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A VIDA NA ESCOLA E A ESCOLA DA VIDA


CECCON, Claudius, OLIVEIRA, Miguel Darcy, OLIVEIRA, Rosiska Drcy de. A vida na escola e a escola da vida. Petrópolis: Vozes, 1993.


No livro “A vida na escola e a escola da vida”, Ceccon, ET all, traz interessantes reflexões sobre a função social da escola, mostrando, com uma linguagem clara e concisa, os entraves que impedem com que as classespopulares que têm acesso à escola tenham também garantido seu direito de aprovação com qualidade, tenham garantido seu direito de aprender.
Essas reflexões são sempre oportunas, pois deve ser inerente à prática de todos os que fazem a escola: gestores, professores, demais funcionários, pais e, por que não dizer, dos próprios alunos – o repensar sobre as finalidades da educação, seu papel social depromoção da igualdade de condições para acesso e permanência com sucesso na escola, a fim de instrumentalizar as classes populares para atuarem em condições de igualdade nos diversos espaços da sociedade, conquistando seus direitos, sabendo reivindicá-los e exercendo a cidadania de forma ampla e consciente.
Nesse esforço conjunto, não basta buscar culpados: A culpa pelo fracasso da escola seria dosistema, agentes escolares, pais, alunos? Faz-se necessário, outrossim, um trabalho conjunto, em que cada um assuma sua parte.
Os educadores precisam ter clareza de que a escola precisa fazer um esforço cotidiano, uma luta diária, no sentido de que essa escola, pública e gratuita, cumpra seu papel de promotora da ascensão social tão esperada por pais e alunos. Isso só é possível se o currículoescolar for repensado para atender às necessidades de seu público específico. È preciso superar a cópia, a fragmentação do currículo, e buscar mecanismos que aproximem as práticas escolares da vivência do aluno; que supere a dicotomia entre o currículo escolar e o conhecimento advindo das práticas sociais. É preciso romper com paradigmas e preconceitos, e acreditar que todos os alunos são capazes deaprender, independentemente de sua origem e condição social, basta que lhe sejam dadas oportunidades, que veja sentido na aprendizagem, que se sinta envolvido na aprendizagem. Os alunos menos favorecidos são justamente os que mais precisam da escola. Isso traz à tona outros fatores, como a afetividade – sem afetividade não há aprendizagem e a sensibilidade - para se colocar no lugar do outro,perceber seus anseios, suas angústias, suas necessidades, para apoiar.
Não se vivencia a alegria da descoberta em um ambiente ríspido, autoritário, unilateral. É preciso promover a participação de todos os atores, em uma relação dialógica e democrática, onde todos tenham direito a vez e voz, onde aprendam também a reinvidicar seus direitos e se sintam estimulados a usufruírem deles. Faz-senecessário resgatar a autoestima de nossos alunos, destruída depois de tantas tentativas e fracasso. A escola deve aproveitar o conhecimento que esse aluno traz, de vida familiar e de seu trabalho, para enriquecer e estimular cada vez mais o interesse do aluno pela escola. O que o aluno traz de seu aprendizado da escola da vida não é levando em conta, não é aproveitado, é visto como algo sem importância,sem valor, que precisa ser corrigido para ser valorizado. Por que será que quando chegam à escola nossos alunos fazem tantas perguntas e, ao longo dos anos, vão se silenciando, perdendo o gosto pela descoberta, pelas perguntas? Onde está aquela curiosidade própria de crianças e adolescentes? Ou será que o que está sendo oferecido na escola não está atraente?
Vale ressaltar que as coisas mudaram,e a tecnologia, com seus recursos midiáticos, ricos em possibilidades de interação, de informação, apresentados de forma bem mais atrativa, faz parte da realidade cotidiana de todos os nossos alunos, mas ainda não conseguiu se infiltrar nas práticas escolares. Nossas escolas possuem muitos equipamentos tecnológicos e laboratórios, mas estes são pouco utilizados e quando o são, muitas vezes se...
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