A toxicidade do cromo hexavalente

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FERNANDO DA FONSECA CORRÊA RA:1053818
Química Licenciatura



















A TOXICIDADE DO CROMO HEXAVALENTE NO
PROCESSO DE GALVANOPLASTIA


Orientador Prof. Ms. Daniela Cervelle Zancanela


Centro Universitário Claretiano














BATATAIS
2012






A TOXICIDADE DO CROMO HEXAVALENTE NO
PROCESSO DE GALVANOPLASTIA





RESUMOO Nível tecnológico que um país se encontra pode também ser observado pelo requinte do processo de galvanoplastia que ele domina. Esta técnica que garante qualidade a seus produtos busca também a beleza estética tão cobrada por uma sociedade cada vez mais exigente.
A cromagem consegue reunir qualidade com beleza, agradando aos olhos e conferindo características duradouras aos produtostrabalhados e isto, por si só, deveria ser suficiente, mas não é.
O cromo apresenta vários estados de oxidação e o estado hexavalente utilizado na galvanoplastia é altamente tóxico e seu manuseio requer cuidados nem sempre observados pelas indústrias, levando o operador à exposição de gases tóxicos e colocando o meio ambiente em risco.
Palavras chaves: Galvanoplastia, Névoa crômica, ToxicidadeINTRODUÇÃO



A importância do metal na civilização é tão significativa que períodos extensos da história da humanidade ficaram conhecidos pelo descobrimento e uso destes elementos e suas ligas (Idade do Ferro e do Bronze).

Hoje é praticamente impossível estar em qualquer ambiente sem a presença de algum artefato de metal, porem se a gama de benefícios nouso dos metais é largamente conhecida, alguns resíduos originados na manipulação são tóxicos e se não tiverem a devida atenção para um descarte correto podem gerar problemas ambientais e, consequentemente, à saúde humana.

Dentre os metais que apresentam riscos à saúde temos o cromo, que na sua forma hexavalente é potencialmente nocivo ao homem e ao meio ambiente. Normalmente é utilizado naindústria para proteção de corrosão, sendo empregado em tintas anti-corrosivas, nas operações de cromagem (ácido crômico), na impregnação de madeiras entre outras utilizações.

O cromo pode ser introduzido no organismo por via oral, pela pele ou pela respiração e seus diferentes estados de oxidação definem a maior ou menor absorção pelo organismo.

Este estudo de revisão bibliográficavisa trazer informações sobre o cromo na sua forma mais tóxica quando utilizado nos processos de galvanoplastia e os efeitos na saúde do ser humano numa linguagem acessível com o intuito de esclarecer os tópicos mais pertinentes ao cidadão interessado, que procura informações sobre o tema, mas não dispõe de conhecimentos acadêmicos para um estudo mais aprofundado.



CROMO: ELEMENTO QUÍMICONº 24

HISTÓRIA:

O cromo é um metal de transição da família 6 (6B) de número atômico 24 e massa atômica 52, é o 21º elemento mais abundante na crosta terrestre com reservas de aproximadamente 7,4 bilhões de toneladas encontrado principalmente na forma do minério cromita (FeOCr2O3), seu nome deriva do grego chroma que significa “cor” devido às diferentes colorações que os compostos desteelemento apresentam (LEE,1999)

O primeiro minério contendo cromo encontrado foi a crocoita (PbCrO4) (Fig.1) na Rússia em 1761 por Johann Lehmann que acreditou ser uma mistura de chumbo com selênio e ferro que passou a chamar de o chumbo vermelho da Sibéria. Somente em 1797 o químico Louis Nicolas Vauquelin com auxílio de ácido clorídrico, isolou e descobriu o novo elemento a qual deu onome de cromo. Em 1799 o químico alemão Tassaert encontrou o minério cromita (CIPRIANI 2008) que veio a ser o mais utilizado comercialmente devido às grandes reserva existente no planeta, enquanto que a crocoita, por ser mais rara, não era economicamente viável para produção em larga escala.

Inicialmente o cromo foi utilizado como pigmento e fixador de cor na industria de tingimento....
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