A ordem do discurso

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A ordem do discurso.
Michel Foucault

Foucault retrata o desconforto tão comum de iniciar um discurso, cercado de grande temor quanto ao ser categórico e decisivo. Expressa como seria mais confortável se fosse envolvido pelas palavras e assim não sentiria este desconforto ao contrario de tomar a palavra, esta detentora de poderes e perigos. Desta forma supõe que em toda sociedade a produção dodiscurso seja controlada, selecionada, organizada e redistribuída com objetivo de evitar o mal iminente que possa ser causado por seus poderes e perigos, dominando seu acontecimento.
Existem procedimentos de exclusão conhecidos, um deles é o mais evidente de todos o de Interdição, aquele que regula o que pode ou não ser falado, independente do tamanho do discurso logo através das interdições setornam evidentes o vinculo com o desejo e com o poder.
Outro seria o de separação e rejeição, este remete a pensar no discurso daquele classificado como louco, sendo caraterístico a desconsideração do seu discurso, não tendo valor sua palavra, em contrapartida se ouvida poderia ser de grande valia a, mas independente da razão existente se além das pessoas razoáveis ou não, ela não existia, poisnas palavras do louco se exercia a separação.
Outro seria classificado por Foucault, como arriscado de se considerar como um procedimento de exclusão, seria a separação do verdadeiro e o falso, observado de um ponto de vista que se pergunta, onde residia a vontade de verdade, existente nos discursos que atravessaram séculos? Historicamente o discurso verdadeiro pelo qual se tinha respeito eterror era aquele que reinava, pronunciado por quem de direito e conforme o ritual requerido, era o discurso que pronunciava a justiça, o que profetizava o futuro, não apenas anunciando o que ia se passar mas contribuía para sua realização, suscitando a adesão de homens e tramando assim o seu destino, estando assim diretamente ligado a quem exerce o poder. Um século depois a definição de verdade nãoestava mas no discurso e sim no que ele dizia. Houve um certa divisão entre Hesíodo e Platão separando o discurso verdadeiro e o falso, nesta situação o discurso verdadeiro não estando mais ligado ao exercício do poder. Após essa separação histórica abre-se um espaço para ser repensado sobre a vontade de verdade, essa sendo um grande principio de exclusão quando limita e dita regras de como deve serpara que algo seja comprovado, exemplo disso varias áreas que alcançaram um desenvolvimento natural, nesta busca constante da vontade de verdade, busca de uma razão manipulada de tudo, tornando-se deslocável e constante, seu objetivo acaba contudo buscando fundamentar até mesmo os outros princípios.
Existem vários tipos de controle e delimitação do discurso, fazendo parte do próprio discurso,aqueles que são o acaso do discurso sendo importante a observação do comentário.
Em todas as sociedades existem vários discursos formulados que se tornam repetitivos e variam de acordo com o entendimento, todos partindo de um mesmo ponto, tornando o originário em anônimo e prevalecendo no tempo o comentário, aquele recriado, aquele esquecido ou mesmo apagado no tempo e depois ressurgido como algonovo. Aquilo que é conservado, ocorre pelo que se supõe haver de importante, um segredo ou a riqueza. O discurso sempre foi bastante desnivelado e continua por ser da mesma forma, ainda que mascarado esse sempre será manipulável de acordo com o objetivo característico da sociedade atual.
Outro principio seria do autor, este desde os tempos antigos torna-se um grande limitador do discurso, comopor exemplo na idade média, quando o mesmo era o indicador da verdade. Outro exemplo seria o funcionalismo do autor para dar nome a um teorema, um exemplo, a uma síndrome, etc. Embora na mesma época o discurso literário tivesse uma liberdade maior de circulação ainda que relativa, não cessando seu limite hoje perguntasse sua origem, quem o escreveu.
Seria também um principio de limitação as...
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