A importancia da literatura negra africana nos debates pós-coloniais

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  • Publicado : 31 de outubro de 2012
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Ahmad Baba al-Massufi al-Tinbukt nasceu em 1556 em uma pequena aldeia no Mali que servia de entreposto comercial. Era de uma família de acadêmicos e juízes filho de um professor e ainda jovem se mudou para Tibunktu para estudar com seu pai e com Mohammed Bagayogo, que era um Sheik professor na Universidade de Sankore em Timbuktu. Sabe-se que em 1594 Baba foi deportado para o Marrocos sob acusaçãode sedição, mas não há muitas especificações sobre esses acontecimentos (acredita-se que ele tenha se recusado a conhecer os conquistadores Sa’dian de Timbuktu e por isso tenha sido degredado), de acordo com Timbuktu Manuscriptis, em sua deportação ele teria levado consigo cerca de 1600 volumes de obras literárias de sua bilbioteca pessoal.
Como todos os jovens estudantes do tempo na região,ele teve que trabalhar seu caminho através de grandes obras de misticismo, gramática e da escola Maliki de jurisprudência islâmica, entre outras coisas. Em Marraquexe, pra onde foi exilado, recebeu algumas regalias, como por exemplo, ficar em uma espécie de prisão domiciliar e com o tempo recebeu autorização para circular livremente e posteriormente pôde ministrar suas palestras. Só voltou para suacidade em 1607, aonde se dedicou ao ensino de direito.
Baba escreveu quase 60 livros, dentre eles um Dicionário Biográfico dos principais estudiosos de seu tempo no qual cita se metre e professor Mohammed Bagayogo. De fato este foi um intelectual de suma importância para sua sociedade, alguns de seus livros ainda estão disponíveis, de fato seu legado em Tumbuktu é reconhecido até hoje. Tambémescreveu a biografia de  Muhammad Abd al-Karim al-Maghili, um jurista e estudioso, cuja nota bibliográfica acabou se transformando um umas das principais referências para o estudo da história jurídica do Sudão. Atualmente em Tumbuktu, Mali, existe o Instituto de Ensino Superior e Pesquisa Islâmica Ahmed Baba, conveniado com a Unesco desde 1967 e seu acervo possui mais de 30.000 manuscritos deimportantes intelectuais nascidos ou não em Mali.
Amo nasceu no século XVIII, por volta de 1700, na Gana e ainda criança (especula-se que com aproximadamente sete anos) foi enviado à Europa, apesar de haver algumas dúvidas sobre as razões para sua saída do continente africano, a maioria dos pesquisadores defende que Amo teria sido levado como escravo. Sabe-se que ao chegar na Holanda foi oferecidocomo presente a um Duque que o batizou e deu um nome cristão (Anton Wilhelm), criou, educou e o tratou como um membro de sua família.
Ilustração à semelhança de Amo Afer.
Ilustração à semelhança de Amo Afer.
O Duque e sua família permitiram que Amo seguisse com seus estudos a ponto de ingressar na Universidade de Halle, teria sido ele o primeiro intelectual africano a estudar em uma universidadealemã. Ainda jovem talvez antes de completar trinta anos, Amo já era hábil em latim, grego, hebraico, francês e holandês. Graduou-se em 1730 em filosofia e em 1734 defendeu seu Doutorado na universidade de Wittenberg, em seguida voltou para Halle onde passou a ministrar palestras, no entanto uma divergência ideológica o indispôs com o reitor da universidade, o que o faz se candidatar a um cargo emoutra instituição de ensino superior, Jena.
Depois de 1735 sua vida começa a ficar mais complicada, em virtude da morte de seu patrão/protetor morreu nesse ano, e a situação social começa a mudar radicalmente na Alemanha, Amo passa a sofrer privações em decorrência do preconceito racial que acontecia em uma onda crescente na Europa. Amo passou a ser perseguido por seus amigos e inclusive foifeita uma sátira teatral na universidade contra sua figura. Sendo assim decidiu voltar para Gana e não se sabe mais de sua vida a partir de 1847.
Seus contemporâneos citam algumas vezes Amo em suas obras, e costumavam dizer que sua vida foi simples e extraordinária, pelo fato de um negro africano ter recebido a mesma formação dos “civilizados” da época. Johann Friedrich Blumenbach fala de Amo...
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