A febre do flex

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Comprou um carro Flex? Então entrou numa flex enrolation

segunda, 05 dezembro 2005 . Univaldo Vedana - BiodieselBR    |
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Os carros flex fuel foram lançados no Brasil com muita propaganda, apresentados como a grande alternativa para reduzir custos dos consumidores e utilizando álcool 100% brasileiro. Economizando divisas ao país e protegendoos compradores de uma eventual futura falta de álcool, como já ocorreu.
O normal de qualquer indústria ao lançar um produto novo é atender o consumidor na maior gama de itens possíveis, corrigindo defeitos de modelos anteriores e melhorando tecnicamente o produto a fim de proporcionar maior satisfação ao consumidor.
Que empresa lançaria um produto novo pior que o anterior? Este é o ponto chaveda questão.
Todas as montadoras instaladas no país são multinacionais, com enormes investimentos e equipes de profissionais em todas as áreas. Assim acreditamos que estas empresas ao lançarem seus novos modelos o façam com análises de todos os prós e contras. Ledo engano.
A meu ver, os carros flex foram lançados unicamente para atender às suas ganâncias de lucros e aos produtores de álcool, semimportar-se com o consumidor.
Se não vejamos:
Um carro flex 1.0 andando até 100 km/hora faz entre dez e onze quilômetros com um litro de álcool e cerca de treze quilômetros com um litro de gasolina.
O mesmo carro 1.0 com motor a gasolina faz 17 km com um litro. Alguém poderia me dizer aonde está a vantagem de se comprar um carro flex?
Tenho um carro flex e já estou vendendo pois em breve ovalor de revenda seguramente será muito inferior ao similar à gasolina. Vou comprar um 100% a álcool, que poderá fazer quatorze quilômetros com um litro, ou seja 30% a mais que o flex.
Onde está o direito do consumidor de ser informado sobre o consumo do carro que está comprando?
A produção de álcool no Brasil deverá dobrar nos próximos cinco anos. Teoricamente podemos afirmar que a falta de álcoolocorrida há mais de quinze anos não voltará a acontecer. Sem dúvida, alcançaremos 30 bilhões de litros de álcool antes de 2010.
Com a mesma propaganda feita nos lançamentos dos carros flex, seguramente as montadoras conseguirão convencer o consumidor a comprar carros 100% a álcool.
Neste caso, com vantagens econômicas e ambientais.(www.biodieselbr.com/noticias)-------------------------------------------------
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A mania dos carros flex – movidos a álcool e gasolina – virou febre, e a temperatura está aumentando. Em janeiro, foram lançados 16 novos modelos flex no País, enquanto 13 carros movidos exclusivamente a gasolina deixaram de ser fabricados. Hoje, 70% da produção anual de veículosno Brasil já conta com essa tecnologia. Até o final do ano, a previsão é chegar a 85%. Quando a Volks lançou o primeiro modelo bicombustível, o Gol 1.6, em março de 2003, 48 mil unidades foram colocadas no mercado. Agora, o total desses carros em circulação chega a 1,2 milhão. “Quando lançamos o nosso primeiro flex, sabíamos que era um caminho sem volta”, diz o vice-presidente da General Motors,José Carlos Pinheiro Neto, que também em 2003 colocou seu bicombustível à venda. A corrida pelo mercado de consumidores seduzidos pela alternativa do bicombustível está acirrada. Nem mesmo as recentes altas no preço do álcool fizeram com que a onda diminuísse, tanto pelo lado da oferta de novos modelos quanto pela procura do público. A italiana Fiat transformará 95% de sua produção no Brasil emflex até o final do ano. A montadora acaba de substituir os motores da linha Dobló por propulsores 1.8 flex. A japonesa Honda lançará no segundo semestre os modelos Civic e o Fit na versão flex. A francesa Citroën terá, a partir deste mês, o C-3, motor 1.4, para álcool e gasolina. A compatriota Renault vai pelo mesmo caminho, sendo acompanhada pela americana Ford e pela própria GM, cujo popular...
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