A compra do acre

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ENTENDA A CONTROVERSA HISTÓRIA DA COMPRA DO ACRE PELO BRASIL. VALE A PENA CONHECER A VERDADE
Fonte:http://www.bahianegocios.com.br/maio.2006/ultimas.asp?idnoticia=1335 O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou que o estado do Acre foi anexado ao Brasil em troca de um cavalo. A Nossa História publicou, em sua edição 25, um dossiê sobre as fronteiras do Brasil, em que o artigo “A guerra doAcre”, de Everaldo de Oliveira Andrade, explica a verdadeira história da compra do território pelo Brasil, em 1903. Segue abaixo o texto na íntegra. A guerra do Acre Sucessivos confrontos entre seringueiros e autoridades bolivianas resultaram na compra do território pelo Brasil, em 1903 Everaldo de Oliveira Andrade Se no Brasil a conquista do Acre constitui um verdadeiro romance de aventura, comseus heróis e vitórias, para a Bolívia a perda do território é parte de uma história marcada por tragédias e derrotas. Nas terras altas e frias montanhas dos Andes, onde se localizava a maior parte da população boliviana, o colonizador arrancou toneladas de prata, durante mais de trezentos anos. Foi a última região do continente a expulsar, em 1825, os espanhóis, que deixaram para trás um novo paísempobrecido e dividido. Crises econômicas, como a provocada pela queda dos preços da prata em 1871 e 1895, ajudaram a enfraquecer ainda mais a economia do país. Grandes áreas do território estavam pouco povoadas e sem controle do Estado boliviano, entre estas as distantes regiões amazônicas. A situação da Bolívia tornou-se pior com a guerra contra o Chile entre 1879 e 1882. O litoral boliviano nooceano Pacífico era cobiçado pelas empresas multinacionais inglesas, que, em aliança com o governo chileno, desencadearam a Guerra do Pacífico, que terminou, para a Bolívia, com a perda da saída para o mar. Naquele momento difícil, a alta do preço da borracha extraída da Amazônia era uma das poucas boas notícias para o governo boliviano. Embora o acordo de limites entre Brasil e Bolívia assinadoem 1867 (Tratado de Ayacucho) garantisse as fronteiras na região do Acre, a Bolívia pouco fizera neste tempo para assegurar o controle da área. Este fato certamente deu margem a um avanço sem limites dos seringalistas (donos de seringais) brasileiros, que não encontraram resistência importante no caminho. No final do século XIX, quase 50 mil brasileiros já exploravam borracha no Acre boliviano. Aoperceber, tarde demais, que perdia o controle do Acre, o governo boliviano tentou acelerar sua presença na região. No início de 1899, fundou o povoado de Puerto Alonso, com uma alfândega e uma delegacia administrativa para cobrar imposto da produção de borracha. Os grandes seringalistas, que já trafegavam livremente na região, não aceitaram a autoridade boliviana. Em julho de 1899, um grupo debrasileiros armados tomou Puerto Alonso e, sob a liderança do aventureiro espanhol Luiz Galvez Rodríguez de Arias, proclamou a República Independente do Acre. Galvez e seus companheiros eram “testas-de-ferro” dos grandes seringalistas, comerciantes e políticos do Amazonas. Estes buscavam forçar o governo brasileiro a apoiar a futura anexação do Acre ao Brasil, numa estratégia semelhante à anexação doTexas mexicano pelos EUA. No entanto, oito meses depois, navios da Marinha brasileira depuseram Galvez e restituíram o território à Bolívia. Nessa época, ocorre na Bolívia a chamada Revolução Federal (1899), uma guerra civil que divide o país, consome as energias do governo e provoca uma gigantesca rebelião indígena liderada por Zárate Willka (?-1899). Fazendeiros brancos são assassinados epropriedades destruídas. Quando surge a questão do Acre, o novo governo boliviano, liderado pelo general José Manuel Pando (1899-1904), acabara de controlar rebeliões internas, mandara fuzilar Willka e tentava reorganizar o país. Restavam poucas possibilidades e recursos para uma grande mobilização contra os invasores. O esforço boliviano foi, de todo modo, gigantesco. Para combater Galvez, o próprio...
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