A cidade e as serras

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Carolini Juste Machado nº 10 3º E.M.


A cidade e as serras
EÇA DE QUEIRÓS

1. A Cidade e as Serras, trata do momento em que a Europa se desenvolve e prospera do ponto de vista socioeconômico, através da revolução industrial, desencadeando o processo de urbanização e industrialização das cidades. Enquanto aEuropa vive sob o movimento crescente de progresso e modernidade, na impotente civilização que se desenvolve no centro cultural da cidade de Paris, Portugal ainda vive a simplicidade rústica e agrária da vida no campo. O narrador de A Cidade e as Serras, maravilhado com o desenvolvimento desse mundo de civilização que armazena conhecimentos e produtos mecânicos, informa-nos sobre o atraso dasterras portuguesas:

E, descendo os campos Elísios, encolhido no paletó, a cogitar nesse prato simbólico, considerava a rudeza e atolado atraso da minha Guiães, onde desde séculos a alma das laranjas permanece ignoradas e desaproveitada dentro dos gomos sumarentos, por todos aqueles pomares que assombram e perfumam o vale, da Roqueirinha a Sandofim! (QUEIRÓS, 1900:21).

2. JoséMaria de Eça de Queirós nasceu em novembro de 1845, numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade. Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados avulso na revista Gazeta de Portugal, foram depois coligidos em livro, publicado postumamente com o título Prosas Bárbaras. Em 1866, Eça de Queirós terminou a Licenciatura em Direito naUniversidade de Coimbra e passou a viver em Lisboa, exercendo a advocacia e o jornalismo. Foi diretor do periódico O Distrito de Évora. Porém, continuaria a colaborar esporadicamente em jornais e revistas ocasionalmente durante toda a vida. Mais tarde fundaria a Revista de Portugal. Em 1869 e 1870, Eça de Queirós fez uma viagem de seis semanas ao Oriente, aproveitando as notas de viagem para alguns dosseus trabalhos, o mais notável dos quais O mistério da estrada de Sintra, em 1870, e A relíquia, publicado em 1887. Em 1870 ingressou na Administração Pública, sendo nomeado administrador do conselho de Leiria. Foi enquanto permaneceu nesta cidade, que Eça de Queirós escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, publicada em 1875. Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires,sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. Aos 40 anos casou com Emília de Castro, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria. Morreu em 16 de Agosto de 1900 na sua casa de Neuilly-sur-Seine, perto de Paris. Teve funeral de Estado, estando sepultado em Santa Cruz do Douro.



3. A Cidade e as Serras, é um romance denso, aolongo do qual Eça de Queirós ironiza ferrenhamente os males da civilização, fazendo elogio dos valores da natureza. É uma obra das mais significativas de Eça de Queirós. Nela o escritor relata a travessia de Jacinto de Tormes, um ferrenho adepto do progresso e da civilização - da cidade para as serras. Ele troca o mundo civilizado, repleto de comodidades provenientes do progresso tecnológico,pelo mundo natural, selvagem, primitivo e pouco confortável, no sentido dos bens que caracterizam a vida urbana moderna, mas onde encontra a felicidade, mudando radicalmente de opinião.

4. Jacinto de Tormes: O protagonista, português residente em Paris, entusiasta da vida urbana, das inovações tecnológicas e da ciência; características que vão se alterar drasticamente durante a história.

JoséFernandes: Narrador-personagem, amigo de Jacinto desde os tempos de escola, quando os dois moravam em Paris.

Jacinto Galião: Também chamado dom Galião. Avô de Jacinto.

Citinho: Pai de Jacinto, homem de saúde frágil e temperamento sombrio.

Grilo: O mais antigo criado de Jacinto, negro que desde a infância acompanha o patrão. Havia sido levado a Paris por dom Galião.

Joaninha: Prima de...
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