Vulvovaginite

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REVISÃO SISTEMATIZADA

Candidíase vaginal recorrente: manejo clínico
Recurrent vaginal candidiasis: clinical management

Otto Henrique May Feuerschuette1 Sheila Koettker Silveira2 Irmoto Feuerschuette3 Tiago Corrêa3 Leisa Grando4 Alberto Trepani5 Palavras-chave Vaginite Candidíase Key words Vaginitis Candidiasis

Resumo

A candidíase vulvovaginal (CVV) é patologia extremamente frequente,atingindo 75% das mulheres em alguma fase da vida. Cerca de 5% delas terão candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR), definida como quatro ou mais episódios a cada 12 meses. Apesar de existirem fatores de risco conhecidos, a maioria dos episódios ocorre na sua ausência. Com base na apresentação clínica, microbiologia e fatores do hospedeiro, ela é classificada em complicada e não-complicada. Umespectro de sintomas comuns a outras patologias, e a ausência de métodos rápidos, simples e baratos de diagnóstico, tornam seu manejo um desafio, mesmo para os mais experientes. O exame padrão-ouro para confirmar a infecção é cultura em meio específico. O presente estudo tem por objetivo revisar os métodos diagnósticos da CVV e descrever o manejo da CVVR.

Abstract

Vulvovaginal candidiasis(VVC) is an extremely frequent pathology, affecting 75% of women in some phase of life. About 5% of them will have recurrent vulvovaginal candidiasis (RVVC), defined as four or more episodes every 12 months. In spite of known risk factors, most of the episodes happen in its absence. Based on the clinical presentation microbiology and factors of the host, it is classified in complicated andnon-complicated. A spectrum of symptoms common to other pathologies, and the absence of fast, simple and inexpensive methods of diagnosis, turns it into a challenge even for experts. The gold standard exam to confirm the infection is a culture in specific medium. The present study has the objective of revising the diagnosis methods of VVC and to describe the management of RVVC.

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Médicoassistente da Maternidade do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); mestrando em Ciências da Saúde pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul); professor de Saúde Materno-infantil da Unisul – Florianópolis (SC), Brasil Médica assistente da Maternidade do Hospital Universitário da UFSC e da Maternidade Carmela Dutra; mestre em Ciências da Saúde pela UFSC –Florianópolis (SC), Brasil Médico ginecologista; professor de Saúde Materno-infantil da Unisul – Florianópolis (SC), Brasil Médica ginecologista; chefe do serviço de Tocoginecologia da UFSC – Florianópolis (SC), Brasil Médico ginecologista; chefe do serviço de Tocoginecologia da UFSC; mestrando em Ciências da Saúde pela UFSC – Florianópolis (SC), Brasil Endereço para correspondência: Otto HenriqueMay Feuerschuette – Rua Vidal Ramos,100 - Centro - CEP: 88701-001 - Tubarão (SC), Brasil E-mail: otton@unisul.br

Feuerschuette OHM, Silveira SK, Feuerschuette I, Corrêa T, Grando L, Trepani A

Introdução
Queixas de sintomas vaginais são extremamente comuns, gerando cerca de 10 milhões de consultas por ano somente nos Estados Unidos.1 Como os sintomas são inespecíficos, o autodiagnóstico,bem como o diagnóstico por telefone e a automedicacão, são inaceitáveis. Talvez por não ter o mesmo glamour de outras patologias mais valorizadas, acaba-se relegando a segundo plano o estudo das vulvovaginites, doença cujo principal desafio é o diagnóstico correto. A inacurácia no diagnóstico leva a um número significativo de mulheres rotuladas como portadoras de infecção vaginal de repetição etratadas contra uma suposta patologia que, na realidade, não estava associada ao agente suspeito. Não se pode esquecer o alto custo que envolve o diagnóstico, tratamento e perda de produtividade no serviço, que em 1995 foi quantificado em cerca de um bilhão de dólares na América do Norte.2 Dentre as vulvovaginites, a candidíase vulvovaginal (CVV) é a segunda mais frequente, estimada em 17 a 39% dos...
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