Vppb

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1. VERTIGEM POSICIONAL PAROXÍSTICA BENIGNA

A vertigem posicional paroxística benigna, conhecida também como VPPB, é um distúrbio vestibular no qual os pacientes relatam breves momentos de vertigem e/ou leve instabilidade postural, ocasionados por uma mudança brusca na movimentação da cabeça e do corpo. A VPPB não é uma doença, mas sim uma síndrome que pode ser seqüela de várias doenças da orelhainterna. Sintomas neurovegetativos como náuseas e vômitos podem completar o quadro sintomático característico da síndrome. Há casos com sintomas atípicos, como mal-estar indefinido, enjôos posicionais, pré-síncopes, calafrios ou sensação de "vazio no estômago". Tonturas não rotatórias e instabilidade podem ocorrer no intervalo entre as crises.
A causa da VPPB é desconhecida em aproximadamente 50%dos casos, podendo estar associada ao trauma craniano, disfunção hormonal ovariana, distúrbios metabólicos, insuficiência vertebrobasilar, isquemia da artéria vestibular anterior, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, pós-cirurgia geral ou otológica (timpanoplastia com mastoidectomia, estapedectomia ou implante coclear), medicamentos ototóxicos, lues, otite média crônica, distúrbiospsíquicos, inatividade prolongada, doença de Ménière e outras formas de hidropisia endolinfática, surdez súbita, surdez congênita, fístula perilinfática, tumor do ângulo pontocerebelar, neuronite vestibular, labirintite viral, migrânea, síndrome plurimetabólica,
A VPPB é a doença labiríntica mais freqüente em adultos e idosos na rotina clínica, sendo raramente encontrada em crianças. A prevalência emadolescentes é maior do que em crianças e muito menor do que em adultos e idosos. Acomete-se mais o gênero feminino, e na maioria dos casos verifica-se hereditariedade.
Há duas teorias que procuram explicar os mecanismos fisiopatológicos do envolvimento do canal semicircular na VPPB: a ductolitíase e a cupulolitíase.
Cristais de carbonato de cálcio provenientes de ruptura de estatolitos damácula utricular podem flutuar na corrente endolinfática do ducto semicircular (ductolitíase) ou sobre a cúpula da crista ampular do canal semicircular (cupulolitíase).
A ductolitíase (forma mais freqüente) e a cupulolitíase (forma mais rara) são conceitos que procuram explicar os mecanismos fisiopatológicos da VPPB. Na ductolitíase, frações de carbonato de cálcio dos estatolitos utriculares,deslocados por degeneração ou traumatismo, flutuariam na corrente endolinfática do ducto semicircular posterior, anterior ou lateral Na cupulolitíase, estes cristais seriam depositados sobre a cúpula de um dos ductos semicirculares.
Em conseqüência, as estruturas sensoriais vestibulares deixam de responder às acelerações angulares das modificações da posição cefálica, convertendo-se em sensores deacelerações lineares sensíveis à ação da gravidade.
Em determinadas posições ou à mudança de posição cefálica, a ação gravitacional sobre os debris de estatolitos no ducto semicircular ou na cúpula estimula as células sensoriais labirínticas, informa erroneamente o sistema nervoso central que a cabeça está girando. Outros sensores de equilíbrio corporal informam ao sistema nervoso central que o paciente ea sua cabeça não estão em movimento. O conflito de mensagens ocasiona a vertigem, o sistema nervoso central atua resolvendo este embate e a vertigem é erradicada. No entanto, o processo se repete e ocorre um vaivém de novos episódios vertiginosos, com intervalos de tempo variáveis.
Os debris celulares das otocônias podem se acumular em um ou mais canais semicirculares, produzindo diversos tiposde nistagmo de posicionamento com diferentes implicações terapêuticas. O canal semicircular posterior é o mais atingido (91% dos casos), pois apresenta posição mais inferior quando o paciente está em posição ortostática.
Vertigem ao deitar-se, ao levantar-se ou ao olhar para cima ou para baixo são sintomas característicos dos pacientes com alterações dos ductos verticais. Já nos pacientes com...
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